No passado sábado, Mira de Aire foi palco de uma iniciativa pela paz promovida pelo 6.º ano da catequese que teve também uma componente ecológica. Esta ação, explica uma das três catequistas deste grupo, Lília Cadete, teve como objetivo «sensibilizar a opinião pública para a necessidade de sermos construtores de paz». Não foi apenas em Mira de Aire, mas um pouco por todo o país e mundo, uma vez que esta atividade se insere no Movimento dos Focolares, de âmbito internacional. «Eu faço parte deste movimento que promove várias iniciativas no mundo inteiro. Está representado em cerca de 185 países e entre as grandes causas deste movimento está o tentar todos no dia-a-dia criar um mundo mais unido, um mundo de paz», explica Lília Cadete. Por estar ligada a este movimento recebe informações das várias iniciativas que vão decorrer e foi desta forma que propôs aos «pais e meninos» do 6.º ano juntarem-se a esta causa, tendo sido também convidados os Escoteiros de Mira de Aire que aceitaram o desafio.

Embora a ação já tivesse a paz como mote, o facto de dias antes ter eclodido um conflito armado entre dois países europeus foi, na opinião da catequista, uma «providência» que veio acentuar mais o espírito. «Plantámos uma oliveira símbolo da paz, cedida por um particular, para substituir uma que estava morta num restaurante em que o proprietário é ucraniano», revelou Lília Cadete que frisou que esta plantação já estava definida antes de tudo o que está a acontecer. Neste local foram distribuídas «pombas com mensagens às pessoas presentes» e foi feito um minuto de silêncio «em honra da Ucrânia» que deixou o proprietário «muito sensibilizado e agradecido».

Depois seguiu-se a segunda parte desta ação que se realizou na Mata de Mira de Aire, com a parceira do grupo MataJovem. «Plantámos carvalhos e sobreiros e recolhemos todo o lixo que encontrámos pelo caminho», explicou a catequista. Estas árvores foram cedidas pela Câmara Municipal de Porto de Mós e também a Junta de Freguesia de Mira de Aire foi aliada através de apoio logístico. Houve ainda outro momento simbólico na Mata. «Há um lugar onde existia um carvalho centenário que há dois ou três invernos caiu por ser tão grande e por estar pesado e velho e nós fizemos aí a reposição com outros carvalhos», relata Lília Cadete. Esta era uma vontade da associação MataJovem que acolheu «com muita gratidão» o facto do 6.º ano da catequese se ter lembrado de realizar esta ação. A tarde ficou concluída com uma Eucaristia às 18 horas.