O Centro de Saúde de Mira de Aire está em obras. «O edifício estava há muito degradado, fizemos o levantamento das necessidades mais urgentes e percebemos que era fundamental fazer todo o isolamento do edifício para acabar com as infiltrações», explica o presidente da Câmara, Jorge Vala, adiantando que esta é a reabilitação principal, ainda que haja outras em curso. De acordo com nota de imprensa do Município, a empreitada inclui a «impermeabilização da totalidade do edifício, incluindo a cobertura, arranjo e pintura das paredes interiores e exteriores, reparações de todos os vãos, entre outras intervenções a nível da requalificação do edifício que resultam da necessidade da sua adaptação às regras definidas pelo Ministério da Saúde».

A obra é da responsabilidade da Câmara Municipal e traduz-se num investimento global de cerca de 70 mil euros. Estas melhorias eram há muito reclamadas quer por utentes, quer pelos profissionais de saúde. A previsão é que esteja terminada ainda este mês.
Outras obras pendentes

No que toca a centros de saúde, não é apenas em Mira de Aire que as obras são pedidas, também nas Pedreiras a população anseia por melhorias. Questionado pel’O Portomosense, Jorge Vala disse que «como se sabe, houve aqueles avanços e recuos por parte da Administração Regional de Saúde», porém, neste momento, a autarquia já tem a sua «autorização para avançar com a obra». O que falta, então? «Estamos a aguardar a validação pela parte da CCDRC, onde temos uma candidatura e, portanto, logo que venha a aprovação, avançaremos com o concurso próprio.

O autarca referiu ainda que esta obra, pendente por falta de parecer de uma entidade, «infelizmente não é caso único», acompanha «o saneamento da Cumeira de Cima, que aguarda parecer da Infraestruturas de Portugal», e a intervenção na Estrada Romana, no Alqueidão da Serra, e na encosta norte do Castelo, que «tem também incluída a reabilitação da Fonte do Castelo, a aguardar parecer da Direção Regional de Cultura do Centro». Estas entidades, que «são determinantes, não têm sido muito céleres», afirma Jorge Vala que, garante que o Município tem feito o seu papel de «insistência».