Dice of Tenors, o novo disco de música jazz mais moderno e instrumental, lançado no início deste mês de abril, pelo portomosense César Cardoso, resulta da intenção do seu mentor, procurar novas abordagens, caminhos e ideias de composição e arranjo, através de uma formação alargada, homenageando seis saxofonistas tenores e que marcaram a sua formação académica. Este novo álbum é constituído por oito elementos e inclui nomes da cena internacional: além de Miguel Zenón (que já tinha participado no anterior disco Interchange), este novo grupo conta ainda com os músicos internacionais Jason Palmer no trompete e Massimo Morganti no trombone. A formação completa-se com quatro nomes fortes nacionais: Jeffery Davis no vibrafone, Óscar Graça no piano, Demian Cabaud no contrabaixo e Marcos Cavaleiro na bateria. O disco pode ser adquirido nas plataformas digitais como Spotify, iTunes, ou ser encomendado através do site cesarcardoso.com.

Como define os temas deste novo álbum Dice of Tenors?
Eu considero este disco de música jazz mais moderno e instrumental. Mas é dificíl arranjar uma definição, aliás, é dificil definir o jazz.

Qual é o verdadeiro significado do nome escolhido?
É um trocadilho que eu fiz pelo facto de ter escolhido seis saxofonistas tenores e houve aqui uma simbologia.

Como foi feita a escolha dos temas?
Este trabalho é uma homenagem aos saxofonistas tenores, escolhi seis que me influenciaram bastante no meu percurso académico, e tentei escolher um tema para cada um dos músicos, e em que sensibilizasse bem aquele músico escolhido e os clássicos mais celebrizados por eles, e foi um bocadinho por aí. São temas em que eu, enquanto estudante, transcrevi muitas coisas, como solos, melodias, ou seja, são temas em que eu estou bastante familiarizado.

Este resultado é inspirado em todos os trabalhos que tem feito até agora?
Não, na verdade, isto é um trabalho novo, não tem a ver com os discos anteriores. Foi uma ideia nova em que tentei explorar novas técnicas de composição e arranjos, e é um bocadinho diferente de tudo aquilo que eu tinho feito até agora. Na verdade, é uma coisa que para quem conhece os meus outros discos percebe bem que não há muitos elementos comuns em comparação ao que foi feito até agora.

Já há data para o concerto de apresentação, uma vez que aquele que estava previsto para junho teve de ser cancelado devido às atuais regras por causa da pandemia?
O concerto foi adiado para o próximo ano. Tenho outros concertos lá para o final do ano, que eu espero que venham a acontecer. Estamos numa fase de indecisão muito grande, não sabemos o que vai acontecer e não podemos planear praticamente nada. É uma situação muito problemática para nós músicos.