CIMRL diz que municípios ainda não receberam apoios do Governo e pede relatório global dos danos

15 Abril 2026

O Portomosense

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O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) e presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, afirmou ontem, dia 14 de abril, que os municípios ainda não receberam verbas do Governo na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo e defendeu a necessidade de um relatório global que permita avaliar, de forma objetiva, a dimensão e o impacto das tempestades.

«Não [receberam dinheiro]. Essa é a outra preocupação», declarou Jorge Vala, em Figueiró dos Vinhos, no final de uma reunião do Conselho Intermunicipal da CIMRL. O autarca disse que a última informação que obteve foi transmitida pelo ministro da Economia na semana passada, durante a deslocação do Presidente da República à Marinha Grande, apontando que seria «fundamental que haja uma resolução que indique como é que é feito o pagamento e quanto e a quem».

Quase três meses após a passagem da depressão Kristin, no dia 28 de janeiro, Jorge Vala admitiu estar desalentado por não haver indicação sobre quanto os municípios vão receber e criticou a ausência de um documento agregado sobre as consequências do temporal. «Deixa-me muito desalentado também por não perceber porque é que ainda não há um relatório da tempestade, um relatório objetivo, para o país perceber, efetivamente, o que é que aconteceu», afirmou.

O presidente da CIMRL referiu que existe informação dispersa por várias entidades, como Segurança Social, Instituto do Emprego e Formação Profissional, IAPMEI, Banco Português de Fomento, Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e levantamentos municipais, mas considera faltar «um documento, um relatório, que possa graduar, efetivamente, todos estes danos e a dimensão, o impacto económico para o país, para a Região Centro, para a Região de Leiria em particular». Para Jorge Vala, esta ausência coloca também «uma questão associada que tem a ver com a transparência» e pode ter efeitos nos critérios e valores de distribuição de apoios.

O autarca apontou ainda atrasos por parte das seguradoras, alertando que «estão a demorar demasiado tempo» e que, em alguns casos, as respostas surgem «com valores de 20% daquilo que é a avaliação dos danos». Defendendo que a capacidade de recuperação depende, muitas vezes, dos montantes a ressarcir, Jorge Vala disse que ficou decidido pedir uma reunião ao presidente da Associação Portuguesa de Seguradores para clarificar atrasos e critérios de avaliação.

 

Foto | Rafael Duque

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