CIMRL pretende criar entre 350 a 500 fogos de habitação acessível

18 Dezembro 2025

O Portomosense

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) quer criar entre 350 a 500 fogos de habitação acessível nos 10 municípios que a integram, informação avançada pela própria CIM em comunicado. Esta medida insere-se no âmbito do Programa Intermunicipal de Habitação Acessível: «O programa tem como meta criar 350 a 500 fogos de habitação acessível nos 10 municípios da região, garantir rendas 20 a 40% abaixo do valor de mercado, fixar jovens e profissionais essenciais aos serviços públicos, requalificar património edificado e promover sustentabilidade energética e estabelecer governança intermunicipal inovadora», pode ler-se na nota de imprensa.

Este Programa vai ser implementado pelo Agência Intermunicipal Viver Região de Leiria e inclui «reabilitação de imóveis devolutos, construção nova, aquisição de imóveis estratégicos e parcerias público-privadas com preços controlados».

Em declarações à agência Lusa, o atual presidente da CIMRL, Jorge Vala, defendeu que esta medida vai «responder à dificuldade do acesso à habitação»: «Este é um problema que não é apenas dos maiores centros urbanos, é um problema de todos os concelhos da Região de Leiria e, por isso, decidimos avançar com uma agência para a habitação, coordenada pela Comunidade Intermunicipal, e que, de alguma forma, dará resposta a esta questão da habitação a preços controlados, a custo acessível ao nível do arrendamento». O também presidente da Câmara de Porto de Mós admite que esta é uma «meta ambiciosa» mas que é para ser trabalhada «nos próximos entre quatro a oito anos». «Este mandato já vamos concretizar, com toda a certeza, uma parte desta ambição», sendo que os primeiros passos são «montar a agência» e «avançar com toda a parte administrativa e burocrática» para depois sim dar seguimento aos projetos e candidaturas. 

«Estes projetos decorrem de habitação que já faz parte dos municípios, alguma dela, habitação degradada, outra requalificada ou reconvertida, outra com terrenos, como é o caso, por exemplo, de Porto de Mós, que tem terrenos disponíveis para entregar à agência para construir habitação», esclareceu. O projeto vai «naturalmente avançar com maior rapidez onde faz mais falta, que são os maiores centros urbanos», mas será depois estendido a toda a região. «A nossa ambição é, mais uma vez, afirmar uma região como um todo, uma região coesa, uma região preocupada com todos os municípios (…). E entendemos que é fundamental avançar para um projeto intermunicipal que, mais uma vez, afirma a coesão desta região». 

Segundo o comunicado, este programa destina-se prioritariamente a jovens casais, profissionais de saúde, militares da GNR e agentes da PSP, professores e educadores de infância, e agentes da justiça, podendo chegar ainda a outros agregados que cumpram critérios sociais ou económicos a definir pela CIMRL. Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós são os 10 municípios que integram esta CIM. 

Foto | DR

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