Cinco Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho de Porto de Mós assinaram um protocolo com a Segurança Social para a candidatura Mobilidade Verde, Carros Elétricos para IPSS com Serviço de Apoio Domiciliário a Idosos. O Solar do Povo do Juncal, a Associação de Amparo Familiar de Mira de Aire, o Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros, a Associação de Bem-Estar da Cruz da Légua e a Casa do Povo do Alqueidão da Serra vão, assim, receber um apoio de 25 mil euros para a aquisição de uma viatura elétrica que sirva a sua valência de apoio domiciliário.

Durante a cerimónia de assinatura, o presidente da Câmara, Jorge Vala, referiu que esta é uma «iniciativa fantástica» para estas IPSS que «vão ter renovação da sua frota praticamente sem custos», isto porque o Município vai atribuir a cada uma «a diferença [de valor] para o preço da viatura que vier a ser adquirida, até um máximo de cinco mil euros», revelou. Jorge Vala adiantou que este é «um esforço» por parte da autarquia, mas um «esforço justo», uma vez que «nos últimos dois anos», em tempo de pandemia, «estas instituições nunca deixaram de estar presentes» e «alguns diretores foram técnicos e auxiliares, os técnicos foram quase sempre auxiliares, alguns deles viveram nas instituições», estando todas as IPSS «em alerta total, muitas vezes com o drama da morte, do amanhã e da incerteza do que iria acontecer». O presidente da Câmara disse ainda que é preciso que «as instituições continuem vivas» e que não se ignore «o trabalho das direções que o fazem, na maioria se não na totalidade, de forma graciosa, tirando tempo às famílias e à atividade profissional».

No distrito de Leiria, no âmbito desta candidatura, foram atribuídas 96 viaturas a 94 instituições, sendo que, na cerimónia que decorreu no passado dia 29, no Cineteatro da vila sede de concelho, subscreveram também protocolos, duas IPSS do concelho da Batalha, três da Nazaré e 12 de Alcobaça.

Apoio domiciliário é “resposta fundamental”

«Este é o resultado da primeira grande candidatura do Plano de Recuperação e Resiliência português, para as instituições do setor social e solidário», informou o diretor do centro distrital de Leiria da Segurança Social, João Paulo Pedrosa, que acrescentou que Leiria é o «segundo ou terceiro distrito do país com maior número de aprovações, em termos de viaturas e IPSS, o que significa que há uma grande dinâmica e competência das instituições» deste setor. João Paulo Pedrosa referiu que estas cerimónias públicas e divididas por vários pontos do distrito contribuem para que «a sociedade conheça e reconheça» o trabalho das IPSS e, «dentro das possibilidades de cada um, possa ajudar» nesse mesmo trabalho. «Os autarcas do distrito de Leiria, felizmente, são muito colaborantes com as IPSS, o que ajuda no trabalho de ligação destas com a Segurança Social. E quem sabe se nestas cerimónias, no reconhecimento do vosso trabalho [das instituições], os senhores autarcas não vão um bocadinho mais além do que costumam ir», desafiou.

O diretor referiu ainda que o apoio domiciliário é uma «resposta fundamental» e «de futuro», uma vez que «as pessoas que têm hoje 65 anos, na sua esmagadora maioria, vão viver até aos 95 e ter ainda condições de vida, não estando institucionalizadas, para poder fazer a sua vida em casa, mas poder ter alguns cuidados», como os que este serviço disponibiliza. João Paulo Pedrosa frisou ainda o desgaste das viaturas que prestam estes cuidados, «porque andam de manhã à noite para trás e para a frente e, sobretudo, em territórios como Porto de Mós, que tem serra, o desgaste das viaturas é ainda maior e as necessidades são cada vez mais».

Valorlis apoia IPSS

De acordo com o presidente da Câmara, Jorge Vala, a Valorlis vai lançar «dentro de muito pouco tempo, uma iniciativa muito interessante destinada diretamente às IPSS». Com o nome Toneladas de Ajuda, a iniciativa pretende apoiar financeiramente as instituições que entregarem, no centro de recolha de Leiria, uma tonelada de metal (350 euros), de papel e/ou cartão (100 euros) ou de vidro (25 euros).

Foto | Catarina Correia Martins