De 1 a 6 de julho, Alcobaça vai ser palco de mais uma edição do Cistermúsica, a que tem o programa mais alargado e o maior orçamento de sempre. Organizado pela Academia de Música de Alcobaça, com o apoio da Direção-Geral das Artes, o evento irá decorrer em moldes pré-pandemia. Marcado por 50 concertos em diferentes regiões do país, o evento irá decorrer este ano sob o tema Amores Proibidos, com uma programação que celebra histórias de amor como a de D. Pedro e Inês de Castro, Romeu e Julieta, e outras ainda por desvendar.

De acordo com a Agência Lusa, o festival promete espetáculos de criação contemporânea e formações que vão da música de câmara à ópera, recitais, concertos sinfónicos, fado, jazz, gospel e dança. O espetáculo de inauguração será realizado pela Orquestra de Câmara Portuguesa, no palco da Cerca do Mosteiro de Alcobaça. Entre os diversos espetáculos desta 30.ª edição, estão um recital de piano com Artur Pizarro (3 de julho), Voces Celestes & Real Câmara com Paul Agnew (8 de jullho), vários ensembles vocais, quartetos de cordas da Coreia do Sul e de Portugal e coros cistercienses. Fazem ainda parte da programação concertos sinfónicos da Orquestra Filarmónica Portuguesa (22 de julho), da Orquestra Metropolitana de Lisboa (24 de julho), da Orquestra XXI (29 de julho), e da Jovem Orquestra Portuguesa (4 de agosto). A ópera de Alexandre Delgado, O doido e a morte, e o concerto encenado, com música do mesmo compositor, Rei Lear, a partir da tragédia de Shakespeare, são ainda dois momentos que fazem parte da programação do evento.

À planificação do festival juntam-se ainda os espetáculos “júnior” e “famílias”, assentes sobretudo nas produções dos cerca de 600 alunos da Academia de Música de Alcobaça. Outros Mundos leva a Alcobaça formações de jazz da Suíça, um trio de acordeões da Polónia, a portuguesa Cristina Branco convidada pela Cister Meta Orchestra e o bailado Romeu e Julieta, interpretado pelo Quorum Ballet. O festival de música alarga a sua rede de espetáculos para outras zonas do país, tendo um total de cerca de 50 concertos em Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Santarém, Coimbra, Lisboa, Figueira da Foz, Oeiras, Mação, Odivelas, Évora, Arouca, Penacova e São Pedro do Sul.

De acordo com declarações à Lusa do diretor geral do certame, Rui Morais, a mais recente edição do Cistermúsica conta com um orçamento de 425 mil euros, refletindo um crescimento de 16% face à última edição. Rui Morais ainda acrescenta que a organização espera «recuperar o número de espectadores pré-pandemia», estimando ter cerca de oito mil espectadores e conseguir cerca de 30 mil euros em receitas de bilheteira.