Alguns “Coletes Amarelos” em São Jorge

Inspirados pela manifestação francesa dos “coletes amarelos”, surgiu, também, em Portugal o mesmo movimento com o mote “vamos parar Porugal”, organizado através das redes sociais, sobretudo em grupos de Whatsapp e no Facebook. Os encontros dos manifestantes estavam marcados para vários pontos do país, a começar pelas sete horas da manhã do dia 21 de dezembro, motivando o reforço de prevenção das autoridades policiais para todo o país.

Em Porto de Mós, estava combinado os manifestantes encontrarem-se junto à rotunda de acesso à A19, em S. Jorge, mas, à semelhança do que aconteceu em todo o país, a adesão teve fraca expressão. O número máximo de manifestantes foi apenas cerca de 70 pessoas, pela manhã e apesar de se esperar mais “coletes amarelos” durante a tarde, isso não se veio a verificar. A GNR, que esteve em certos momentos em maior número do que os manifestantes, não registou qualquer incidente, tendo sobretudo auxiliado na gestão do trânsito.

Entre os principais motivos de protesto estavam “o preço elevado dos combustiveis e o baixo salário minímo” e também o “fim das subvenções vitalícias dos políticos”, como explicou João Santos, um dos manifestantes presente no protesto. O objetivo nunca foi a violência, no entanto, André Pereira reforçou a importância do “povo não se poder calar” em relação a toda a “corrupção e condições” do país.

Na cidade de Leiria, os protestantes concentraram-se na rotunda da Almoínha Grande, onde o fluxo de trânsito ficou reduzido com o corte das ligações ao IC2. Apesar de alguns desacatos, a manifestação acabou por correr de forma tranquila e o trânsito foi reaberto por volta do meio-dia.

A nível nacional, a lista dos protestos dos “coletes amarelos” no domínio da PSP somou um total de 25 manifestações em 17 locais em vários locais das principais cidades.

jéssica sá | texto e foto