Duarte Ribeiro, do Centro Escolar de Pedreiras, é o grande vencedor do VI Concurso Concelhio de Leitura, cuja final decorreu no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, no passado dia 28. A prova, que se debruçava sobre o livro de Paula Cardoso, Aqui se afirmou Portugal, foi constituída por duas etapas: um teste escrito, ao qual chegaram 18 alunos de várias escolas do concelho e do qual foram apurados seis finalistas; estes passaram à fase seguinte em que, além de lerem um excerto da obra, tinham ainda de responder a uma questão dando a sua opinião e justificando-a. A esta etapa chegaram Duarte Ribeiro, que viria depois a sagrar-se vencedor, Sofia António, também do Centro Escolar de Pedreiras, Guilherme Santo do Centro Escolar de Porto de Mós, Matias Ribeiro da Escola Básica do Juncal, Violeta Silva do Instituto Educativo do Juncal e Santiago Gomes da Escola Básica n.º 1 de Mira de Aire.

O concurso teve como jurados o historiador portomosense, Kevin Soares; a professora bibliotecária Isabel Jorge; a diretora da Biblioteca Municipal, Margarida Vieira; a coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares, Graça Barão; e a vereadora da Educação, Telma Cruz. Esta atividade insere-se no evento Março Mês da Leitura, promovido pelo Município, e que ao longo de todo o mês contou com atividades nas escolas e também na Biblioteca Municipal.

Na abertura da sessão, a vereadora referiu que os alunos que chegaram a esta fase do concurso «já mostraram gosto pela leitura» e lembrou que «ler tem oportunidades inerentes», ou seja, permite que as crianças sejam «mais críticas, mais criativas, tenham melhores notas na escola». «O Município quer que tenham estas competências para que possam adquirir mais conhecimentos do que aqueles que os professores vos passam», rematou. No final, foi a vez de o presidente da Câmara, Jorge Vala, tomar da palavra para referir que «há cerca de 100 anos, em cada 100 pessoas, 76 não sabiam ler; depois em 1991, eram 12 em cada 100, hoje estamos ao nível do resto da Europa ocidental», o que mostra a evolução. «Ao sabermos ler, não somos mais inteligentes, mas apuramos o nosso saber», disse o autarca, acrescentando que «sabendo ler, [as pessoas] sabem aprender e, aprendendo, são pessoas melhores». Jorge Vala frisou ainda que o ato da leitura não pode ser apenas um passatempo, «para brincar», mas sim um momento de «aprender para, no futuro, serem pessoas com mais conhecimento».