Alqueidão da Serra à conquista do mundo! é o nome do grupo de Facebook que serve de mote a esta reportagem. «A premissa é simples: sempre que algum alqueidoense viaja para algum sítio, leva um cachecol [do CCR Alqueidão da Serra] e tira uma foto», explica Diogo Amado, um dos administradores do grupo. Essas fotos são depois partilhadas no grupo com a identificação do local.

Desde o dia 25 de março de 2013, o dia da criação do grupo, e até ao passado dia 19, tinham sido publicadas 338 fotos, de 70 «países conquistados». O levantamento estatístico foi feito pelos administradores e dá ainda conta de que há 77 pessoas «que publicaram pelo menos uma vez», no grupo que conta com 754 membros.

Da lista das cidades mais visitadas constam Amesterdão, em primeiro lugar, com cinco publicações; Londres e Toronto logo a seguir, com quatro publicações cada; seguem-se Cataratas do Niágara, Budapeste, Bruxelas, Barcelona, Nova Iorque e Praga, todas elas com três publicações cada. Por países, o vencedor é Portugal, com 25 publicações, a que se seguem Espanha (12), Canadá (10), França (10), Holanda (7), Itália (7), Alemanha (5), Inglaterra (5), Bélgica (4) e Eslovénia (4). Foi ainda feito um ranking dos «conquistadores». Em primeiro lugar surge Diogo Amado com 16 países, seguido de Abel Laranjeiro, com 13, e Miguel Amado, com 11.

De acordo com o administrador, tudo começou «por brincadeira»: «O meu primo já tinha tirado uma fotos com o cachecol. Como gostamos muito da nossa terra, começámos a tirar também. Fiz um grupo e foi assim que começou. Teve [logo] bastante adesão», lembra. Ainda que reconheça que o tempo tem «trazido mais pessoas», afirma que desde o começo a adesão foi «muito maior» do que esperavam, «tanto que foi preciso fazer mais cachecóis porque acabou o stock». A justificação que encontra para o “fenómeno” é simples: «As pessoas gostam de ver isto, gostam da terra, e como há muitos emigrantes, eles também aderiram muito».

Hoje as publicações são de pessoas que moram no Alqueidão da Serra e viajam, mas também de «emigrantes, que estão lá fora e publicam nos sítios onde vivem e nas suas viagens». «Penso que [o grupo] tem ajudado as pessoas a matar saudades da sua terra. Acho que as pessoas do Alqueidão gostam muito de dizer que são do Alqueidão, têm orgulho em dizê-lo pelo amor que têm à terra», conclui.

Foto: David Frazão