Portugal continua em alerta máximo e numa altura em que uma vasta região continua ainda, em muitos casos, sem electricidade, água e/ou telecomunicações, as inundações e cheias passam a ser uma preocupação acrescida. E de “bem longe” vêm alguns conselhos de quem está habituado a lidar com catástrofes naturais.
A embaixada do Japão, em Portugal, publicou nas suas redes sociais algumas dicas para que os portugueses se mantenham em segurança no caso de inundações provocadas pelo mau tempo.
Aqui ficam elas:
O calçado ideal: Ténis, não galochas!
Pode parecer contraditório, mas evite usar galochas em zonas inundadas. Se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas e dificultam a locomoção em caso de emergência. O ideal é usar ténis (sapatilhas) bem ajustados ao pé, que oferecem maior estabilidade e agilidade.
O limite do joelho: Quando é tarde demais para andar?
A regra de ouro é: evacue antes que a água chegue ao nível do joelho. Quando a água atinge essa altura, a pressão da água torna quase impossível para um adulto caminhar contra a corrente. Se o nível da água subir rapidamente acima dos joelhos enquanto estiver em casa, não tente sair; suba para o andar mais alto da casa (evacuação vertical).
Use um “terceiro pé” (Caminhar na água).
Se tiver mesmo de atravessar uma zona com água, utilize um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para sondar o chão à sua frente. Com as cheias, as tampas dos esgotos podem saltar e ficam invisíveis sob a água suja, criando armadilhas que podem ser mortais.
Atenção aos condutores!
Lembre-se: apenas 30 cm de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis. Se encontrar uma estrada inundada, não arrisque: volte atrás, não se afogue!
Foto | Jéssica Moás de Sá




