Passaram três semanas desde que foram realizadas as últimas eleições para os novos órgãos sociais do CASSAC – Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros, uma entidade que exerce há 15 anos um papel preponderante no apoio a idosos na área da União de Freguesias Arrimal e Mendiga e freguesias de Serro Ventoso e São Bento. Findo este período, O Portomosense procurou falar com o novo presidente, João Cordeiro, com o intuito de saber quais as suas ambições para o mandato que agora começa.

«O que pretendo fazer neste mandato é uma aspiração antiga, que é erguer a sede. Agora vamos ver se conseguimos», começa por dizer João Cordeiro. Apesar da vontade e da ambição com o projeto, reconhece que a sua realização «é difícil». No entanto, acredita que havendo «apoios estatais e a candidatura», a construção poderá ter todas as condições para ser levada avante e avança que a direção já tem «algumas garantias» nesse sentido, por parte «do Município e das freguesias que integram o CASSAC».

João Cordeiro é perentório: «[A construção da nova sede] é um dos assuntos prioritários neste momento. Para mim e também para todo o órgão diretivo, que está vocacionado para isso», afirma. Contudo, o presidente agora eleito, realça a necessidade de haver ponderação nas decisões: «Isto tem que ser feito, mas não pode ser em cima do joelho, nem com precipitações», refere.

«Nas instalações onde estamos, mesmo que conseguissemos alargar mais apoio, a estrutura já não aguenta, portanto, só mesmo com novas instalações», sublinha João Cordeiro. A necessidade premente de um novo edifício que albergue os serviços do CASSAC é algo que já se arrasta há largos anos, com possíveis consequências para trabalhadores e utentes: «Não tenhamos ilusões, os nossos funcionários trabalham ali em condições que não são muito dignas e, portanto, eles fazem aquilo que podem mas não podemos exigir mais», adianta João Cordeiro. E por isso, considera a construção do edifício essencial: «Depois disso, sentamo-nos e vemos para que lado é que havemos de caminhar». O CASSAC tem na sua alçada «13 ou 14 funcionários» que apoiam, atualmente, entre «43 a 46 pessoas».

Para o presidente, eleito em Assembleia Geral, no passado dia 5 de fevereiro, a questão fundamental da associação é «apoiar os idosos em casa» confessando ainda ser a valência de que sempre gostou. Já sobre as principais necessidades do CASSAC, afirma ser um lar para «quando as pessoas já não conseguem depender delas próprias» e também um centro de dia para os idosos que querem estar todos juntos ao invés de estarem «isolados em casa». Apesar disso, João Cordeiro reconhece as condições da região abrangida pelos serviços da associação: «Nós sabemos os utentes que temos e as pensões que eles têm. Isto está tudo conjugado e por isso, não deitamos foguetes sem saber se iremos ter sucesso ou não», conclui.

A lista dos novos órgãos sociais é composta na direção por: João Manuel Afonso Cordeiro (presidente); Neuza Catarina Martins Morgado (vice-presidente); Maria Delfina Gomes (secretária); Saul Saraiva (tesoureiro); Manuel Ferreira Valente (vogal); João Paulo Ferreira Gomes (suplente); Lúcio Morgado Vicente (suplente) e Diogo Manuel Martinho Venda (suplente). Já a Assembleia Geral é constituída por: Maria Clarisse Carvalho Martins (presidente); Jorge Manuel Costa (1.º secretário) e Margarida Catarina Antónia Jorge (2.º secretário). No Conselho Fiscal está: Samuel Costa (presidente); Sandrina Durão Martins (1.ª vogal); Lúcio Anastácio Ferraria (2.º vogal); Luís Filipe Carreira (suplente); José Carlos Alves Paulo (suplente) e Nuno Manuel Nogueira Batista (suplente).