Na sequência da notícia veiculada pela SIC Notícias na tarde do passado sábado, relativamente ao caso de «uma menina de dois anos que ficou esquecida numa viatura de transporte de crianças» do Centro Paroquial de Assistência do Juncal (CPAJ), em comunicado divulgado na tarde de domingo, dia 23, o CPAJ informa que decidiu «participar os factos aos Serviços do Ministério Púbico de Porto de Mós» e proceder à realização de diligências internas a fim de apuramento dos factos e dos responsáveis pelo ocorrido tendo em vista a sua responsabilização em sede disciplinar».

A instituição disponibilizou-se ainda «para prestar ajuda financeira à família, tendo em vista o acompanhamento médico e psíquico da criança e da mãe da mesma», isto depois de, segundo o comunicado, no dia a seguir ao do incidente, o CPAJ em reunião com a mãe e um outro familiar da criança ter colocado à disposição os serviços da equipa educativa responsável pela criança, nomeamente a psicóloga, para apoio da menina e da própria mãe.

No dito comunicado, a instituição apresenta a sua versão dos factos referindo que “na segunda-feira, dia 17, o diretor de serviços do CPAJ foi contactado, às 19h28, pelo motorista informando que pelas 17 horas verificou que a menina permanecia no interior da carrinha desde a chegada, às 09 horas», levando «de imediato «a menina para o interior das instalações, entregando-a à auxiliar de educação da respetiva sala, onde foi cuidada, hidratada, alimentada e esteve brincar. Após estas diligências foi entregue à avó materna no horário habitual».

A instituição refere ainda que responsáveis do CPAJ se deslocaram «em seguida a casa dos pais da menina, onde chegaram pelas 20h30, informando a mãe do sucedido e disponibilizando-se para prestar todo o auxílio necessário e acompanharem a criança ao hospital».

Recorde-se que a mãe da menina, Lina Pereira, explicou à reportagem da estação televisiva que tinha «apresentado queixa na GNR de Porto de Mós», alegando que a sua filha «ficou esquecida, presa à cadeirinha pelo cinto de segurança, na viatura estacionada junto à creche», sem que ninguém tivesse notado a sua falta.

Em declarações posteriores ao JN, a mãe disse que a filha «que era alegre e tranquila, acorda agora com pesadelos» e que um caso destes «não pode ficar impune», esperando agora que se faça justiça.

O caso foi divulgado este sábado, 23, pela SIC Notícias e depois amplamente divulgado por vários órgãos de comunicação social nacional e regional, tendo o incidente ocorrido no dia 17 último, como o confirma o CPAJ em comunicado.