Há 21 anos, nascia na freguesia das Pedreiras, pelas mãos de Regina Vitório e Pedro Vazão, a empresa Inovopedra. Nuns singelos 200 metros quadrados, o casal, que já contava com uma «vasta experiência no setor da pedra natural», optou por lançar-se no negócio, que mais tarde passou a designar-se de LSI Stone. Não foi preciso esperar muito tempo até que se pudesse observar a sua expansão para o mercado internacional. A procura incessante pela inovação fê-los, em 2004, dar início ao «processo de certificação em sistemas de gestão de qualidade».

Hoje, a área de produção da empresa ultrapassa os sete mil metros quadrados e é considerada «uma referência na qualidade e inovação da pedra natural a nível internacional». Um dos fatores que pesa nessa distinção tem que ver com o facto de a LSI Stone possuir «uma estrutura moderna e funcional», mas não só. «A nossa empresa tem a capacidade de executar projetos de grandes dimensões num curto espaço de tempo, devido à tecnologia de ponta existente e, também, a capacidade de produzir peças de elevada complexidade», explica Regina Vitório, CEO da empresa.

A capacidade de estar um passo à frente no que toca à inovação tem valido à empresa vários reconhecimentos. «Felizmente o nosso esforço tem sido recompensado com vários prémios internacionais e nós sentimo-nos muito orgulhosos por isso», afirma. Atualmente, a LSI Stone exporta «99% dos seus produtos para mais de 20 países», mas são os mercados do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos que têm um papel mais crucial. O Museum of Tolerance Jerusalem, 87 Avenue e The National Memorial Arboretum são exemplos de projetos que tiveram o cunho desta empresa portomosense e que espelham a sua influência lá fora. Hoje em dia, e segundo Regina Vitório, a empresa está a fornecer pedra para Baitul Futuh Mosque e para The Perelmen, junto ao memorial das Torres Gémeas, em Nova Iorque, considerado um «dos projetos mais emblemáticos do século XXI».

Neste momento, a LSI Stone tem «aproximadamente 50 trabalhadores» e a CEO faz questão de frisar que, apesar da empresa ter sofrido um crescimento, tenta sempre «manter a proximidade com todos e fomentar o espírito de equipa», para isso, realiza «alguns eventos de team building ao longo do ano». Apesar disso, Regina Vitório elenca uma das principais dificuldades com que se depara no quotidiano: a contratação de mão de obra especializada que, no seu entender, se deve à escassez existente no mercado nacional. Outro dos desafios por si apontados prende-se com a concorrência porque, conforme explica, o mercado da rocha ornamental é hoje global. No entanto nem todas as empresas têm os mesmos custos de produção, o que torna «extremamente difícil» competir com determinados mercados, «principalmente na Ásia».