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De mochila às costas, a pedalar por uma causa

26 Outubro 2022
O Portomosense

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O Portomosense

26 Out, 2022

Na manhã do próximo dia 3 de dezembro, sábado, mais de 160 ciclistas vão pedalar pela cidade de Leiria com as mochilas às costas, como habitualmente acontece, mas, desta vez, o objetivo não é somente a prática da modalidade, dentro de cada mochila vão estar aproximadamente sete quilogramas de donativos, que, nessa manhã, serão distribuídos por quatro instituições do concelho. A iniciativa Mochila às Costas partiu de Agostinho Rodrigues, natural da Memória, no concelho de Leiria, e tem como objetivo entregar bens alimentares e de higiene pessoal a quatro instituições particulares de solidariedade social (IPSS): o Colégio D. Dinis – Internato Masculino de Leiria; o Lar de Santa Isabel; a Oásis – Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração e o Centro de Acolhimento de Leiria.

«É uma ideia que surge no sofá, quando estamos sentados a pensar na vida», revelou a O Portomosense o mentor da iniciativa. «Vi na televisão uma coisa que fazem no estádio do Bétis de Sevilha, no Natal, em que as pessoas, em vez de pagarem um bilhete, têm que levar um brinquedo e, no final do jogo, mandam o brinquedo para dentro do campo, brinquedo esse que é distribuído em Espanha por infantários», conta. A ideia inspirou-o, lançou o repto aos seus colegas do ciclismo e disse: «Sejamos sete, oito ou 10, alguma coisa iremos fazer». Hoje, e como «palavra puxa palavra», contam com mais de 160 elementos no grupo de Facebook com o mesmo nome da iniciativa, a partir do qual está a ser organizada a atividade. No grupo, «há pessoas de Porto de Mós, malta do nosso bairro», mas também da Batalha e até de Santarém, adianta.

Esta adesão, contudo, já levou o grupo a adotar uma nova estratégia quanto à necessidade de se deslocarem em segurança na via pública: «Obrigou-nos a ir à Câmara de Leiria ver o que é que podemos fazer», explica o organizador. A autarquia, diz Agostinho Rodrigues, recebeu a ideia de forma positiva e já aceitou comportar os custos relativos à segurança e acompanhamento policial, além de «oferecer» o Largo Papa Paulo VI para a partida e chegada do «pelotão». A participação do grupo no programa Leiria Cidade Natal, a convite da Câmara, também já é uma certeza.

Contribuir com ou sem bicicleta

Agostinho Rodrigues está «convicto que vai correr bem». «Vamos fazer as quatro no mesmo dia», garante. O grupo vai partir do Largo Papa Paulo VI em direção aos Marrazes, onde se situa o Colégio D. Dinis, antes de passar pelo Vale Sepal, onde está a Oásis, e voltar a descer para a cidade, onde, junto ao Lis, o espera o Lar de Santa Isabel e o Centro de Acolhimento de Leiria.

Questões logísticas fizeram com que se fosse alterando um pouco a ideia inicial. Os brinquedos, que espoletaram a ideia do ciclista, saíram de cena e entraram os bens de higiene pessoal, uma necessidade apontada pelo Lar de Santa Isabel. E esses bens irão ser transportados em viaturas particulares até ao local de entrega, como foi decidido pelo grupo na última reunião presencial. «Já temos alguns elementos que se voluntariaram para isso», garante, acrescentando que há «pessoas que disponibilizaram carros, se houver algum contratempo». E remata, confiante no sucesso da iniciativa: «Eu acho que devemos ser vistos, porque, amanhã, um indivíduo que veja isto poderá ter uma ideia como esta, e isto é sempre bom. Felizmente ainda como um bife, mas há muita gente que não consegue comer um pão porque não o tem em casa, e isto mexe connosco».

Quem quiser colocar a “mochila às costas”, no próximo dia 3 de dezembro, ainda pode fazê-lo, bastando para isso pedir para aderir, na rede social Facebook, ao grupo criado para o efeito. Agostinho Rodrigues refere também que qualquer pessoa, mesmo que não queira ou possa andar de bicicleta, vai poder contribuir com donativos.

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