São 21 caminhadas diferentes, 21 entidades parceiras e 21 histórias diversas, com cerca de 211 quilómetros de trilhos, que percorrem desde o dia 8 de março até 28 de junho as 10 freguesias do concelho de Porto de Mós. Trata-se da 16.ª edição do circuito de caminhadas Tok’andar.

A edição deste ano, cuja apresentação teve lugar no passado dia 27 de fevereiro no Castelo de Porto de Mós, onde estiveram presentes, além dos representantes das associações responsáveis pela organização das respetivas caminhadas, o presidente e o vice-presidente da Câmara, Jorge Vala e Eduardo Amaral, respetivamente, do patrocinador oficial Port It, Patrícia Fino, da Valorlis, António Guerra, e do técnico de desporto da autarquia, Telmo Matos, conta com uma presença de pessoas superior a 2200.

Tal como no ano passado, o Tok’andar assume-se como um eco-evento, com as medidas propícias à redução ao máximo da pegada ecológica da sua realização, sendo por isso oferecidos às entidades organizadoras copos de papel para os abastecimentos e sacos reutilizáveis próprios para a realização de reciclagem, nos locais dos abastecimentos, em parceria com a Valorlis.
Recomenda-se às entidades organizadoras que evitem o uso de garrafas pequenas de plástico, devendo usar garrafões, e aos participantes que levem garrafas reutilizáveis, devendo, por isso, evitar copos e garrafas descartáveis.

Passaporte como novidade

Como novidade, o circuito de caminhadas do concelho de Porto de Mós deste ano, apresenta um passaporte de caminheiro que pretende fidelizar os participantes e, ao mesmo tempo, dar-lhes um registo dos locais por onde passam, porque a ideia é cada um dos participantes apresentar o passaporte no dia caminhada e receber um carimbo que ateste a sua participação nesse dia, uma vez que a assiduidade é “premiada”. Assim, quem realizar 15 caminhadas receberá, no final, um pau de caminheiro, 10 caminhadas uma t-shirt e cinco caminhadas uma prenda-surpresa.
Além disso, o passaporte dispõe de informação sobre as freguesias, de dados sobre os percursos, como a distância, a dificuldade ou os contactos da organização e de um espaço para o registo dos carimbos.

A descoberta do património

Em declarações ao nosso jornal, Eduardo Amaral, também vereador responsável pelo Desporto, refere que a participação no evento «é uma forma de podermos partir à descoberta do concelho de Porto de Mós, muitas das vezes, desconhecido inclusivamente pelos nossos naturais e residentes», acrescentando que além disso é um modo de «nos projetarmos para o exterior e valorizar todo o património natural que temos, com uma perspetiva e uma consciência ambiental que é premente a este projeto, de sensibilização também porque nós, Câmara, achamos que os recursos têm que ser autênticos e genuínos e têm que ser preservados».
Depois de explicar que a iniciativa permite também «deixar o nosso património um pouco melhor do que encontrámos», o autarca enfatiza que anualmente os percursos são novos, pelo que «não há percursos que se repetem, o que temos é organizações que se vão repetindo e outras novas», sendo que, por isso «há uma diversidade enorme em termos de entidades organizadoras, mas os percursos são sempre alterados, de forma a que as pessoas possam descobrir novos caminhos e perspetivas também em termos de paisagem ou de flora ou mesmo ao nível da observação de aves e de próprias histórias, lendas e narrativas que as nossas comunidades têm para contar».
O autarca esclarece que com a utilização do passaporte, além de demonstrar a assiduidade dos circuitos, os participantes «ficam com todas as simbologias das associações, que é também um aspeto interessante e que pouca gente valoriza», uma vez que «os símbolos das associações envolvidas, retratam no símbolo a sua vivência e a vivência de uma comunidade», sendo esta também «a perspetiva que a Câmara quer, já que muitas destas associações estavam paradas e esta é uma forma também de revitalizar o associativismo e os clubes».
Note-se que uma das componentes que caracteriza o Tok’andar, é a riqueza dos percursos, onde se pode conhecer a fauna, a flora, as lendas e histórias, as tradições, o artesanato e a gastronomia, como forma diferenciadora desta prática desportiva mas também como força promotora do património local.