João Ferreira conta-nos a sua viagem pelo sudeste asiático – Edição nº 1

27 Fevereiro 2025

2024 foi um ano de concretizações. Viajei um mês pela Indonésia, experienciei o desconhecido e despedi-me do meu emprego na Suíça. Despedir-me não estava nos meus planos, mas em novembro, após ter voltado do outro lado do mundo, surgiu a ideia de vir para o Sudeste Asiático apenas com um voo de ida. Fiz 25 anos e, com eles veio um desejo enorme de realizar um “mochilão” aliado à vontade de sair da minha zona de conforto e começar a viver. Considerei que seria o momento ideal aquele em que vivo, o agora. Para além de ser uma grande viagem, seria também o início de uma realização pessoal, ver o mundo com os meus olhos. Sou o João Ferreira, apelidado de “Pulga” desde tenra idade, e sejam bem-vindos ao meu diário de bordo. 27 de janeiro de 2025, primeiro destino: Tailândia. Chovia e fazia frio, era inverno. Entrei no avião que me levava para onde eu deveria estar, com um voo de ida para Banguecoque. Um turbilhão de sentimentos que não paravam de remexer dentro de mim, alguns deles de esperança, outros de medo, mas nenhum de arrependimento e foi aí que tive a certeza de que era isto que eu queria viver. Tudo se afigurava diferente, à minha volta os prédios eram altos, já não existia aquele ar português, respirava diferente, sentia-me diferente, estava na capital tailandesa, dentro de um autocarro local, com destino ao centro da cidade e, tudo o que passava nos meus fones era a música dos Humanos – Quero É Viver. Pela primeira vez saboreava com precisão as vistas da cidade, sem tempo contado e presente no momento que vivo, olhava a volta como uma criança que vê pela primeira vez o mar, tudo era pela primeira vez, porque pela primeira vez eu estava a viver o que tanto ansiava. Estive em Banguecoque um dia, uma cidade enorme cheia de cores e edifícios majestosos, onde o contraste entre arranha-céus e templos é uma constante. Cidade onde o sorriso é fácil. Deparei-me com as preparações para o ano novo chinês e pela animação noturna da tão conhecida Khassan Road, portanto, estava na hora de ter a minha primeira experiência tailandesa e provar os famosos bichos comestíveis. Confesso, não trocava uma bela bifana por um escorpião. Contudo, após 22 horas de voos, não era bem aquilo que queria, faltava algo.

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