Dois feridos em Alqueidão da Serra devido a intoxicação com origem num gerador

2 Fevereiro 2026

O Portomosense

Duas pessoas ficaram, esta madrugada, feridas, uma delas com gravidade, devido a uma intoxicação por monóxido de carbono provocada por um gerador, em Covas Altas, na freguesia de Alqueidão da Serra, refere a Agência Lusa, citando fontes da Proteção Civil.

O ferido grave, um homem de 64 anos, e o ferido ligeiro, uma mulher de 62 anos, foram transportados para o hospital. À Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, Elísio Pereira, explicou tratar-se de intoxicação por monóxido de carbono originada por um gerador.

O alerta para a ocorrência foi dado às 3 horas, segundo revelou à Lusa o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria. No terreno estiveram nove operacionais, apoiados por três viaturas.

Esta não é a primeira situação do género, envolvendo geradores. Recorde-se que ontem, dia 1, um homem morreu por intoxicação com monóxido de carbono, no concelho de Leiria, e no mesmo dia, «uma intoxicação com origem num gerador afetou nove pessoas, cinco das quais em estado grave», refere a Lusa.

A sucessão de casos de intoxicação com monóxido de carbono, pela utilização indevida de geradores, devido à falta de energia provocada pela passagem da Depressão Kristin levou, entretanto, o Comando Territorial de Leiria, da Guarda Nacional Republicana (GNR), a reagir nas redes sociais. Numa publicação, alerta para o perigo que lareiras e geradores podem representar, em que ambos «podem libertar monóxido de carbono, um gás altamente tóxico, sem cheiro, cor ou sabor, que pode ser fatal».

No caso de lareiras e braseiros, a GNR lembra que «a ventilação é vital», pedindo aos cidadãos que deixem «sempre uma fresta numa janela». Já no caso dos geradores, a GNR recorda que estes devem estar sempre no exterior e nunca serem «ligados dentro de casa, na garagem ou em anexos, mesmo com janelas abertas». Se for esse o caso, a GNR frisa a necessidade de ter que ser observada uma distância de segurança, sendo que «o escape deve estar a pelo menos seis metros de distância de qualquer entrada de ar da habitação», além de que deve ser confirmado que o fumo do gerador não está a ser empurrado para o interior da casa.

Na mesma publicação, a GNR releva a importância de ser realizada a limpeza de chaminés, pois, alerta, «uma chaminé obstruída faz com que os gases tóxicos recuem para dentro de casa», e apela para que se apaguem sempre as brasas antes de dormir.

Por outro lado, a GNR relembra os sinais, a que se deve estar atento, e que podem suscitar a existência de uma intoxicação por monóxido de carbono. São eles: Dores de cabeça, tonturas, náuseas, confusão ou sonolência súbita. No caso disso acontecer, a GNR apela aos cidadãos para que saiam imediatamente para o ar livre e liguem para o 112.

Foto | DR

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