Em Entrevista… Luís Vieira

by | 24 Jun 2022 | Festas de São Pedro 2022

O Fundo Social dos Funcionários da Câmara Municipal de Porto de Mós é a entidade que tem à sua responsabilidade a organização das Festas de São Pedro. Luís Vieira é o atual presidente e quisemos conhecer as suas perspetivas sobre a edição deste ano, que retoma aos moldes normais, depois de dois anos de paragem.

São as primeiras Festas de São Pedro em que é presidente do Fundo Social. Quais são as expectativas?
As minhas expectativas são altas, mas com muita ansiedade também e sempre com um pé atrás, porque corremos muitos riscos, queremos que as pessoas se sintam em segurança.

Sentem-se confiantes da adesão da população, tendo em conta que a COVID-19 continua aí?
Já tive algumas experiências com festas da aldeia, das paróquias e estive num concelho vizinho, nas festas da Marinha Grande e, por aquilo que vi, as pessoas virão. Cada um vai proteger-se à sua maneira, uns usarão máscara, outros não, desde que não haja nenhuma restrição maior [imposta pelas autoridades de Saúde], acho que as pessoas hão de vir.

Quais são as maiores novidades das Festas deste ano?
Vamos diversificar a música, os artistas. Temos vários estilos musicais, claro que nunca vamos agradar a todos, mas nós, que estamos a trabalhar [na organização], é que sabemos quem é que pode e não pode vir, até porque havia alguns compromissos que tivemos que manter. Vamos manter as marchas, o festival de folclore, tudo faz parte da festa. Isto é uma festa do concelho e, com certeza, vai ser em grande.

Mais uma vez o cartaz conta com nomes nacionais, mas não esquece os artistas locais. Esta é uma opção que pretende cativar mais público mas manter as festas como sendo de Porto de Mós?
Sim, estes dois anos foram muito maus para os artistas, mas nós tentamos sempre que haja rotatividade [nos artistas locais]. Não os conseguimos colocar todos [no cartaz], não temos espaço, mas tentamos chamá-los às Festas para que possam também dignificar o espetáculo.

O tema deste ano é “O Nosso Património”. De que maneira será trabalhado nas Festas?
Há muito património cultural nas coletividades, e cada tasca fará a sua decoração relacionada com o tema. No caso da tasquinha do Fundo Social, posso levantar aqui o véu, vamos colocar fotografias nas mesas para que, quem nos visita, tenha ideia do que é o nosso património.

Acha que as Festas são ponto aglutinador da população de todo o concelho?
Sim, as pessoas vêm às Festas porque há várias atividades diferentes. Há quem goste das vacadas, do folclore, há quem goste das marchas, mesmo as pessoas mais de idade, vêm. Vêm, pelo menos uma vez, para se juntar com os filhos. Há quem esteja limitado em termos de mobilidade e ainda não é muito fácil trabalhar essa parte.

Tendo em conta que já está requalificada a Central e que vai até ser inaugurada durante as Festas, que constrangimentos é que isto causou?
Causa-nos sempre algum constrangimento, alguma preocupação, mas nunca olhamos para ela como uma pedra no sapato. O que eu espero é que, daqui para a frente, este espaço das Festas seja encarado de outra forma, que haja um projeto, que haja linhas por que nos possamos guiar, porque hoje estarmos aqui e amanhã estarmos ali faz com que tenhamos que estar sempre a pensar nisso e podíamos desocupar a nossa mente para outras coisas.

A Câmara comparticipa, em parte, as Festas. Esse valor é suficiente?
O valor nunca é suficiente para que possamos fazer um cartaz “grande”. Os pontos de receita que temos são a nossa tasca, os divertimentos, comidas e bebidas, a expo auto, tudo isso é uma fonte de receita a par do que o Município nos dá, valor que já conseguimos elevar em relação ao que tínhamos noutros anos. Ainda assim, claro que não chega, mas jogamos com o que temos.

 

Catarina Correia Martins