O concelho de Porto de Mós está representado por quatro equipas seniores nos campeonatos distritais masculinos de futsal. Juncalense e Mendiga lutam na Divisão de Honra, Dom Fuas e Juncalense B na 1.ª divisão. Ambas as competições vão ser retomadas neste início de maio e terminadas apenas com uma volta. Os atletas estiveram três meses praticamente parados e O Portomosense quis saber como é que os técnicos veem este regresso.

Jorge Branco (Xana), treinador do Juncalense, é sucinto na avaliação que faz acerca da opção tomada pela Associação de Futebol de Leiria (AFL) e diz apenas que discorda, mas não pode «fazer nada porque a associação é que manda». Os objetivos de início de época «foram por água abaixo» e neste momento o que o treinador deseja para a equipa é que «ganhe os cinco jogos» que tem ainda para disputar. Xana afirma que esta é uma «retoma totalmente atípica», já que os jogadores «estiveram completamente parados». «Temos que começar com muita cautela por causa das lesões que podem acontecer», refere.

As lesões são também uma preocupação para Luís Mota, o novo técnico da Mendiga, que antes de iniciar os treinos diz ter tido uma conversa com os atletas «para tentar perceber o que é que, neste período, fizeram ao nível físico. E há grandes diferenças, há atletas que treinaram praticamente todos os dias, todas as semanas, e outros que não fizeram nada», revela. Assim, afirma que o seu primeiro objetivo, antes de qualquer outro, é «proteger os atletas para que não haja lesões». Depois, pretende que a equipa faça «o melhor possível, sendo que o mínimo é não descer de divisão». Para si, jogar o campeonato apenas numa volta é «um mal menor, até porque a AFL tem que cumprir prazos que a Federação impõe», no entanto mostra-se descontente com o pouco tempo entre o reinício dos treinos e o primeiro jogo (que no seu caso será a 1 de maio): «Acho que não se está a pensar muitos nos atletas, que são o mais importante. Não podemos concordar com dar-se apenas 15 dias [para treinar] e iniciar logo as competições», esclarece.

Para Nélson Silva, treinador do Dom Fuas, o método escolhido é «o possível», por isso, afirma que a equipa técnica encara este final de campeonato como «quatro jogos de uma mini-pré-época»: «São jogos em que vamos pôr as pessoas a tentar competir, dentro das capacidades, para que pratiquem um pouco de desporto», diz. Apesar disso, afirma que são partidas que a equipa da Fonte do Oleiro quer tentar ganhar, «isso é ponto assente». «Não entramos em campo nenhum para perder», reitera. Nélson Silva acrescenta ainda que não encara esta retoma como competição, «competição não é isto» e lembra que se trata de «desporto amador». «Esta ideia dos treinos em casa é para os profissionais, porque no desporto amador, ninguém faz. Desporto amador é um convívio. As pessoas até fazem umas corridinhas e umas caminhadas, mas é só isso…», afirma.

O Portomosense tentou também contactar o treinador do Juncalense B, não tendo sido possível obter as suas declarações em tempo útil.