A Escola Básica n.º2 Manuel de Oliveira Perpétua está, desde a semana passada, livre de amianto. Esta remoção aconteceu «no âmbito do acordo de colaboração entre o Ministério da Educação e o Município de Porto de Mós», anunciou a autarquia em comunicado. Os trabalhos foram executados durante o período de férias escolares, evitando constrangimentos para a comunidade escolar.

A Câmara informou ainda que se prevê que a Escola Secundária de Porto de Mós, que também integra o acordo com o Ministério da Saúde, seja alvo de intervenção idêntica nas próximas férias de verão, entre os meses de junho e setembro. Desta forma, destaca o Município, «deixará de haver edifícios escolares com amianto no concelho, reduzindo assim o risco associado para a saúde pública». No comunicado, a autarquia esclarece ainda que «este investimento está ao abrigo de uma candidatura efetuada pelo Município, exclusiva para este tipo de intervenções, garantindo assim o financiamento total por parte de fundos comunitários».

Esta intervenção é, há muito tempo, um desejo do Município, que tem vindo a expressá-lo em vários momentos públicos, nomeadamente em reuniões camarárias e na Assembleia Municipal. Apesar de satisfeito com os trabalhos agora realizados, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, já mencionou em diversos momentos que o objetivo vai além da retirada do amianto. Vala disse em outubro passado que «não faz sentido continuar a ter uma escola de 3.º Ciclo e de Secundária e uma de 2.º Ciclo sem qualquer tipo de condições, sendo o objetivo requalificar e ampliar a Secundária para concentrar todos os alunos numa só». Nesse momento, o autarca lembrou que a Escola Secundária não tem «climatização, as janelas têm 50 anos, a escola em si é uma escola de paredes pré-fabricadas, portanto é uma escola que precisa de ser requalificada», mas também «ampliada». Na última Assembleia Municipal, Jorge Vala disse que a secretária de Estado se comprometeu com a Câmara em inscrever a Secundária na lista das escolas prioritárias em termos de obras de requalificação, e é isso que espera que aconteça este ano, para que depois o Município possa avançar com a elaboração do projeto.