“Subvalorizar a comunicação social local é um erro em Porto de Mós como noutro ponto qualquer do país”
Cumpridos os 15 dias da praxe, cá estamos, de novo, com mais uma edição de O Portomosense.
Como vem sendo habitual desde há longa data (e aqui o “longa data” é há mais de 10 anos) continuamos a dar substancial destaque às eleições autárquicas . E como se diz na gíria futebolística, “em equipa que ganha, não se mexe”, pelo que todo o trabalho que temos planeado até ao “pós eleições” segue, no essencial, aquilo que já vem desse tal passado que não sendo longínquo, conta, mesmo assim, já com anos de experiência positiva.
O modelo tem sido bem aceite pelas várias candidaturas e, mais importante, pelos nossos assinantes e leitores. Por isso, optámos, mais uma vez, por não entrar em grandes mudanças, uma vez que excetuando um ou outro reparo, uma ou outra sugestão, é visto como bom pela maioria das pessoas que nos fazem chegar o seu feedback.
O facto de seguirmos uma determinada linha de trabalho e de solicitarmos aos candidatos, mais ou menos o mesmo de sempre, não tem sido, nos últimos anos, garantia absoluta de que tudo nos é entregue, nas condições pedidas e dentro dos prazos estipulados. Nalguns casos, talvez a maioria, admitimos que seja fruto de inexperiência e de dificuldade em gerir uma agenda que, de repente, ganhou uma série de novos compromissos.
Lidar com a comunicação social tem as suas especificidades e sabemos que muita gente não as conhece, nem tem o apoio suficiente por parte das máquinas partidárias para responder às solicitações, mas o histórico mostra-nos também uma outra realidade. Há aqueles casos em que fica claro que as pessoas acham um incómodo ou mesmo desperdício de tempo estar a reunir informação para enviar para o jornal da terra ou responder-lhe a meia dúzia de perguntas.
É certo que com o advento da internet e das redes sociais muita coisa mudou na forma como pessoas e instituições comunicam com os seus públicos mas apesar disso a comunicação social continua a ter um impacto forte nas comunidades locais e ignorar isso parece-me um erro estratégico. Por outro lado, acreditar que os eleitores portomosenses estarão mais atentos àquilo que lhes possa chegar de fora do concelho, que aquilo que lêem e ouvem produzido em Porto de Mós, não me parece sinal de grande conhecimento da realidade local e do peso efetivo de O Portomosense e da Rádio Dom Fuas, mas, enfim, cada um sabe de si…


