O último Oleiro (The last Potter) – assim se chama o documentário «realizado e produzido pelo cineasta Fábio Oliveira», natural de Santo Tirso (Porto), que estreia no próximo dia 6, domingo, em Portugal, e que «retrata a história do oleiro José Alves e da sua olaria de barro vermelho na freguesia de Pedreiras, onde antigamente havia uma centena de oleiros» e, agora, «resta apenas um, o José», pode ler-se numa nota enviada a O Portomosense pela FO Creative, a produtora do próprio. O filme documental está nomeado para «uma dezena de festivais internacionais de cinema, incluindo na Suécia, França, Índia, Ucrânia e Itália» e também para Melhor curta-metragem Documental no Cannes Short Film Festival. A estreia no nosso país vai acontecer «na mostra de cinema português Entre Olhares no cineclube do Barreiro», em Lisboa. «Faz também parte da seleção oficial do festival de cinema Midnight Soul Film Festival na cidade de Luleå (Suécia), onde será projetado dia 11 de novembro», é revelado na nota.

O realizador explica como surgiu a ideia para este trabalho, que «partiu de várias visitas à olaria na aldeia da sua esposa»: «Tenho por hábito comprar os meus tachos e travessas a um oleiro muito apaixonado pelo seu trabalho numa pequena aldeia em Portugal, que durante uma das minhas visitas me disse que, hoje em dia, mais ninguém quer aprender a sua arte. Foi depois desta conversa que decidi que devia fazer o filme», refere Fábio Oliveira, citado na nota. Esta é uma forma de «honrar a tradição e a sua arte, documentando o seu trabalho e a história da sua família». «O documentário conta com banda sonora de músicos da região, incluindo participações do jovem artista Joel Madeira e do Rancho Folclórico das Pedreiras», informa ainda a FO Creative. No futuro, a intenção é que o filme seja «transmitido no concelho de Porto de Mós, onde toda a população irá ser convidada a assistir».

O realizador «vive desde 2013 em Inglaterra, onde trabalha como produtor audiovisual para uma empresa no ramo da Educação e onde faz vários trabalhos independentes». Com 15 anos de carreira, Fábio Oliveira conta «com várias nomeações e prémios cinematográficos, incluindo no festival de cinema Doclisboa em 2011 com o filme Minas da Borrallha».