Foto: Armindo Vieira

Foi inaugurado, no passado dia 11, o FabLab de Porto de Mós, «uma aposta na inovação e no empreendedorismo, onde a tecnologia avançada está à disposição de todos, proporcionando a materialização dos seus projetos, permitindo-lhes encontrar novas soluções para projetos criativos ou empresariais».

A nova estrutura é um laboratório de prototipagem e fabricação digital de iniciativa municipal que permitirá contextualizar, desenhar, desenvolver, fabricar e testar soluções inovadoras de maneira fácil rápida e acessível, instalada no edifício do Espaço Jovem da vila de Porto de Mós.

A cerimónia inaugural contou com a presença do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Alberto Teixeira, sendo que também esteve o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, que se fazia acompanhar dos vereadores Eduardo Amaral, Telma Cruz e Marco Lopes, este último o responsável pelo projeto, e outras entidades.

Recebido por alunos do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós (AEPM), do Instituto Educativo do Juncal (IEJ) e da Universidade Sénior do Rotary Club de Porto de Mós, o governante visitou as instalações do FabLab, tomando contacto com todos os equipamentos do mesmo, inteirando-se das funções de cada um.

Projeto pioneiro

Depois da minuciosa visita e das explicações recebidas, Jorge Vala, começou por referir que o que ali estava era «um projeto inovador e pioneiro na região, composto por um conjunto de ferramentas de prototipagem, com o conceito desenhado e pensado para a comunidade», dotando Porto de Mós dum pólo que «disponibiliza tecnologia aberta à experimentação para todos», propiciando condições e meios para um ambiente de inovação e criação que necessariamente deve estar associado a um espírito empreendedor.

Sustentando que o projeto tem como «objetivo apoiar o dinâmico tecido empresarial da região», especialmente as empresas que assentam o seu modelo de negócio na prototipagem e desenvolvimento de novos produtos, «com a consequente criação de emprego e potencial de crescimento do concelho», o autarca adiantou que ali «é possível, desenhar, desenvolver, fabricar e testar soluções e produtos inovadores», dispondo de um lab manager para «prestar apoio aos utilizadores no manuseamento das máquinas».

Depois de explicar que o FabLab de Porto de Mós «está integrado na rede global de FabLabs e será inscrito na rede mundial de FabLabs.io (MIT)» e, que se trata de um projeto que «é apenas uma parte dum vasto projeto educativo», Vala explanou todas as áreas, abrangendo o pré-escolar, primeiro ciclo, secundário e profissional, sendo que este comporta 12 cursos, distribuídos pelo IEJ e pelo AEPM.

Intervenção urgente

Jorge Vala aproveitou a presença do secretário de Estado para falar das instalações escolares do concelho. «Vale a pena o investimento neste laboratório», porque só assim «motivaremos os alunos a ficar, nomeadamente ao nível do secundário, onde as condições da Escola Secundária de Porto de Mós contrastam com a excelência do ensino e dos resultados apresentados». Trata-se de uma escola que «não reúne as condições necessárias para acomodar os alunos de forma satisfatória», com cerca de 40 anos, ainda com cobertura em fibrocimento, deficitárias condições e que «concorre com escolas de concelhos vizinhos recentemente intervencionadas e substancialmente mais apelativas para os alunos».

O edil apelou a que a Escola Secundária de Porto de Mós seja intervencionada «a curto prazo», no sentido de serem requalificadas as suas instalações, de forma a «acomodar o 2.º ciclo que atualmente funciona na Escola Dr. Manuel Oliveira Perpétua, também a necessitar urgentemente de obras». Anunciou que a autarquia «suportará os custos com o projeto de obras e ainda o pagamento de 50% da componente nacional, numa eventual candidatura a fundos comunitários», para que a ambicionada intervenção seja uma realidade.

Por sua vez, João Alberto Teixeira, regozijou-se com o projeto do FabLab de Porto de Mós, enaltecendo a atuação do município portomosense, porque se trata de um projeto que «ajuda a fazer uma grande evolução, que é a evolução do conhecimento».

Elogiando o ensino profissional, o governante salientou o querer «apostar na qualificação dos jovens e do trabalho de qualificação dos portugueses», desafiando os jovens para que, após os cursos profissionais «prossigam no ensino superior», uma vez que é pretensão do Governo que «em 2030 haja 60% dos jovens entre os 18 e os 20 anos no ensino superior».

O secretário de Estado lançou, ainda, um desafio aos jovens para que continuem a estudar, porque «ninguém aprende menos por aprender mais».