Cumprindo um dos seus objetivos, que é o de homenagear profissionais de diversas áreas que se destaquem pelas suas carreiras e percursos de vida, sempre baseados na ética e no desenvolvimento de boas condutas, o Rotary Club de Porto de Mós prestou homenagem aos Profissionais do Ano e de Carreira.

A cerimónia decorreu durante um jantar num restaurante da zona, no passado dia 15, em que o clube rotário reconheceu a Farmácia Central, sedeada no Juncal, como Profissional de Carreira, e a empresária Regina Vitório, como Profissional do Ano.

Presentes entre outros, além dos homenageados, o vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, o presidente da Junta de Freguesia das Pedreiras, Rogério Vieira, e a governadora assistente do Distrito Rotário, Manuela Branco.

Olga Silvestre, responsável pelo protocolo, falou um pouco da cerimónia e explicou os motivos que levaram o clube a reconhecer publicamente as entidades a homenagear. Isto após as boas vindas apresentadas pela presidente Filomena Torcato.

Depois de referir que o Rotary «tem orgulho nestas homenagens», a chefe do protocolo explicou que foi escolhida como Profissional de Carreira a Farmácia Central do Juncal, «não apenas por ser uma empresa de sucesso, mas também por prestar um grande serviço social à comunidade».
Como Profissional do Ano foi escolhida a empresária Regina Vitório que, «apesar de ainda jovem é uma mulher sempre disponível para o bem comum, pois dentro da sua atividade é a melhor entre os melhores».

Farmácia Central

Helena Almeida, farmacêutica e filha dos proprietários, apresentou o currículo da Farmácia Central e começou por explicar que seu pai, Cesário Almeida, muito cedo se iniciou a trabalhar em farmácia, no entanto «alimentava um sonho», que era «o de fazer o que mais gosta, a farmácia praticada», que foi concretizado em 1964 «já depois de estar casado».
Justificando a ausência de Cesário Almeida, que «se lhe tirarem a bata e o balcão não é o mesmo», falou um pouco de sua mãe, Fernanda Sequeira Almeida, ali presente a representar a empresa, que «dedicou seis anos da sua vida, já com duas crianças nascidas», a um curso que fez até 1972, quando teve mais duas filhas. Desde 1971 ela passa a diretora técnica da farmácia e, «a partir daí e até agora sempre tem dado o nome à farmácia».
A Farmácia Central «é a cabeça, o tronco e os membros do meu pai», porque todo o seu cunho está lá e «é ele que faz funcionar aquele mecanismo». O cunho social imposto por ele, «é o de haver sempre disponibilidade e capacidade de fornecer o medicamento a quem dele precisa e não negar nada».
Ainda a nível social, a Farmácia Central apoia diversas associações locais e faz parte da rede de farmácias Abem, da Associação Dignitude, onde comparticipamos os medicamentos às famílias carenciadas, tem ainda protocolos com associações de apoio a idosos, onde se faz o crédito dos medicamentos, dando facilidades de pagamento aos utentes».

Regina Vitório

O currículo de Regina Vitório foi apresentado por Daniel Rebelo, consultor da empresa LSI Stone, empresa dirigida pela Profissional do Ano.
«O currículo de Regina Vitório confunde-se muito com a história da empresa que é a LSI Stone», uma empresa de transformação de rocha ornamental, mas é muito mais que isso. É uma empresa que «nasce de um sonho de duas pessoas, Regina Vitório e Pedro Vazão, e que conta com a ajuda de muitas pessoas ao longo dos últimos 20 anos», que neste tempo se torna uma referência na arte de tratar um recurso tão natural, tão nosso e tão cultural que é a pedra portuguesa.
A LSI Stone nasce do trabalho e da capacidade de se reinventar todos os dias, mas sobretudo «da tenacidade de uma mulher que não sabe parar de sonhar em particular».
A empresária «muito mais que diretora de uma empresa de transformação de pedra, é uma vendedora da cultura e da pedra portuguesas ao mundo».
É importante perceber que a LSI Stone instala pedra portuguesa em Nova Iorque, em Londres ao lado do palácio de Buckingham, no centro de Jerusalém e isto só é possível com uma capacidade infinita de perceber a cultura da pedra e o interesse cultural, que uma coisa tão nossa pode trazer à sociedade.
Além de tudo isto a empresa de Regina Vitório «é uma empresa de ponta com tecnologia de ponta, responsável pela inovação de uma indústria que no futuro gera a qualificação de um emprego qualificado».

Homenageadas dignificam o concelho

O vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, realçou o papel desenvolvido pelo Rotary Club de Porto de Mós, porque tudo o que faz, é feito de uma forma voluntária.
Relativamente à Farmácia Central do Juncal disse ser «uma referência nacional», pois quando faltava algum medicamento, esse «encontrava-se na Farmácia do Juncal». Elogiou ainda Cesário Almeida, o proprietário desta farmácia, que, na falta de médico, «estava sempre pronto a ajudar e a resolver problemas de saúde».
Quanto a Regina Vitório, em conjunto com o marido, consegue levar o nome de Porto de Mós «pelos quatro cantos do mundo», sendo que, além disso tem uma grande aposta na formação dos mais novos, tornando-se parceira do Instituto Educativo do Juncal, de modo a «proporcionar aos jovens, com a sua tecnologia de ponta, oportunidade de formação e certamente oportunidade de emprego».

MANUEL SOUSA | foto