Com o crescente número de casos de COVID-19 confirmados em Porto de Mós, aumentaram também as regras restritivas como, por exemplo, a apresentação de um teste negativo para entrar em restaurantes aos fins de semana e feriados, bem como para aceder a estabelecimentos turísticos e de alojamento local. Como consequência, a maioria das farmácias do concelho tem sentido um aumento da procura por auto-testes e há casos em que esta cresceu 10 vezes mais. «A procura tem sido grande. Em julho vendemos 100 testes e no mês anterior tínhamos vendido 10», afirma Rita Costa, funcionária da Farmácia Cosme (Porto de Mós), onde os auto-testes da Genrui estão a ser vendidos a 3,03 euros. Na Farmácia Nogueira (Calvaria de Cima) o cenário é bastante idêntico. «Neste último mês notámos que houve muito mais procura. Vendemos uma centena de testes», revela Nadine Nogueira de Sousa, a diretora técnica. Embora haja uma lista de 17 testes de despiste da COVID-19, autorizados pelo Infarmed, esta farmácia optou por ter apenas um à disposição. «Só vendemos o auto-teste da Roche, custa cerca de cinco euros e é aquele em que mais confiamos, um dos mais fidedignos», justifica.

Também na Farmácia Lopes, a afluência na venda deste tipo de teste tem sido visível. «Temos vendido uma média de 30 testes por dia mas é no fim de semana, quando as restrições estão em vigor, que a procura mais dispara», garante Nélson Moleiro, farmacêutico. Nesta farmácia, situada na vila de Porto de Mós, o preço dos auto-testes ronda os três euros, contudo a expetativa é que este valor venha a diminuir. «Gradualmente, à medida que os testes vão chegando, vão sendo mais baratos. Já temos informação que o novo lote irá ficar a 2,50 euros», afirma. No Juncal a Farmácia Central tem, igualmente, sentido uma «maior procura» o que se reflete na venda diária de cerca de 10 auto-testes, com o custo de 3,25 euros. Na Farmácia Almeida (Pedreiras), a procura, na sua maioria para «empresas e restaurantes», tem-se revelado bastante volátil, como refere a técnica Aida Carreira: «Há dias em que vendo dois e há outros que vendo 30, depende» e cujo o valor ronda os quatro euros.

Em Mira de Aire, na Farmácia Central, a média de vendas diárias é de «20 ou mais» e a elevada procura levou a que os únicos auto-testes disponíveis custem 5,15 euros. «Já tivemos mais baratos, a 2,90 euros, mas agora estão esgotados, não há nenhum fornecedor que tenha», garante Henrique Carvalho, técnico. A Farmácia Mirense também vende auto-testes embora o responsável técnico, Ermelindo Fontes, não tenha conseguido quantificar o número dos que tem vendido.

Comparando com as restantes freguesias, a Farmácia Nova (Mendiga) é das que regista o menor número de testes vendidos diariamente, cerca de dois a três, embora Rita Girão reconheça que nas últimas semanas têm-se vendido «bastante». O valor dos auto-testes varia entre os 2,50 e os 5 euros, uma diferença justificada por serem de diferentes fabricantes. Num cenário idêntico está a Farmácia Nova do Alqueidão (Alqueidão da Serra) que desde que implementou o serviço de realização de testagem que a venda de auto-testes passou a ser «muito residual»: «Se vendermos dois por dia já é muito. Inicialmente havia muita gente a recorrer mas agora havendo esta possibilidade, ainda para mais sendo comparticipada, acabam por pedir para fazerem aqui e até confiam mais no resultado», reconhece a diretora técnica, Joana Leal.