Chegou ao fim mais uma edição das Festas de São Pedro. Pela primeira vez enquanto presidente do Fundo Social dos Funcionários da Câmara Municipal de Porto de Mós – a entidade organizadora do certame – Luís Vieira garante que «sem dúvida» tudo correu como esperavam e que o sentimento é de missão cumprida. Para isso, contribuiu o suporte da sua equipa que, assegura, o tem ajudado «bastante» e transmitido «muita confiança». Também o presidente da Câmara, Jorge Vala, fez um balanço «claramente positivo» desta edição e do qual se podem retirar várias ilações: «É um balanço que diz que vale a pena continuar com este esforço de organização e com este cuidado nos pequenos pormenores para que nada falhe. Pode não ter sido um ano muito melhor que os anteriores mas também não foi pior e isso, para nós, é motivo de satisfação grande», disse, parabenizando o Fundo Social por ter criado «condições de retaguarda» para dar resposta aos milhares de pessoas que foram às Festas.

De todos os dias, o último sábado foi o «mais forte», aquele que atraiu mais gente, pelo menos é essa a perceção de Luís Vieira que considera que a temperatura sentida nessa noite – mais convidativa do que nas anteriores –, aliada ao facto de as pessoas já estarem «sedentas de festas» também «ajudou bastante». «O número de visitantes foi aumentado gradualmente, mas a partir de quinta-feira foi sempre a subir, até chegarmos a sábado que foi o grande ponto alto das Festas com um mar de gente imenso e o dia em que esgotou cerveja e água», afirma.

«Este ano foi batido mais um recorde», garantiu Jorge Vala, referindo-se às três toneladas de massa feita para confecionar o famoso coscorão da tasquinha do Fundo Social. «É significativo, sobretudo quando estamos a atravessar um tempo de crise. É de realçar esta adesão massiva», frisou. Apesar de reconhecer que houve dias em que as pessoas tiveram de esperar horas na fila para comprar o coscorão, Luís Vieira descarta a hipótese de transformar a atividade – na qual chegam a estar mais de 30 pessoas a trabalhar – para o método industrial: «Foi umas das maravilhas da gastronomia e por isso queríamos manter o método tradicional».

Segurança em primeiro lugar

A segurança é um dos aspetos que a organização mais preza. «É bom que as pessoas quando nos visitam se sintam em segurança. Isso é o mais importante», sublinha. Como prova dessa preocupação, Luís Vieira revela que este ano houve um reforço das equipas de segurança aos fins de semana que, a par da GNR, garantiu a ordem e estabeleceu a organização necessária durante todo o certame: «Não houve desacatos com ninguém», disse. Também Jorge Vala considera a segurança um dos elementos de maior relevo: «É importante que quem cá vem sinta segurança a todos os níveis. Num evento como este, que junta milhares de pessoas, não podemos correr o risco de ter problemas de saúde pública», frisa, garantindo que todos os dias a autoridade de saúde fiscalizou as tasquinhas.

Apesar do balanço ser positivo, o presidente do Fundo Social reconhece que há «algumas notas» que terão que ser melhoradas no próximo ano mas, por agora, o objetivo é descansar e desmontar toda a estrutura das Festas. «Ainda teremos, pelo menos, duas semanas de trabalho, entre desmontagem, afinar contas e fazer faturas», refere.

Com Jéssica Moás de Sá
Foto | Catarina Correia Martins