Jorge Vala vai ser o candidato do PSD à Câmara de Porto de Mós. Depois dos órgãos nacionais do partido terem colocado o nome do atual presidente da Câmara na lista dos autarcas que têm o apoio do PSD caso decidam recandidatar-se, no passado dia 12, foi a vez da concelhia local decidir avançar com o convite formal a Jorge Vala. Depois da aceitação por parte deste, o seu nome foi proposto e já teve a concordância da comissão política distrital.

Em declarações ao nosso jornal, a presidente da concelhia do PSD, Olga Silvestre, apresenta uma extensa lista das características de Jorge Vala que sustentam e justificam a decisão do partido em o convidar a recandidatar-se. Assim, diz Olga Silvestre, o atual presidente da Câmara «está a fazer um excelente trabalho e conseguiu mudar o concelho e colocá-lo no mapa». «Jorge Vala mudou o paradigma de fazer política, faz política para as pessoas e pelas pessoas. É uma pessoa competente em termos técnicos e políticos, alguém que sabe ouvir e pratica uma política de proximidade», refere a responsável pela concelhia do PSD.

No entender da dirigente partidária, Jorge Vala, durante o seu mandato «reforçou muito os valores financeiros atribuídos à ação social, apostou em obras como o saneamento, e o abastecimento de água à totalidade do concelho, e no que diz respeito à forma de trabalhar com os autarcas de freguesia tem uma postura diferente da do anterior presidente. Relaciona-se com todas as 10 freguesias, sem exceção, sem ligar à cor partidária».

A fechar o rol de elogios, Olga Silvestre realça ainda «a competência técnica profissional ligada à gestão, aos recursos humanos e às finanças», sublinhando, ainda, que foi uma pessoa que revolucionou a forma de fazer política ao comando dos destinos da Câmara de Porto de Mós, constituindo também um novo paradigma de presidente». «É líder, competente, humilde e sabe ouvir as pessoas», conclui a presidente da concelhia do PSD.

PSD quer reforçar número de votos

Relativamente aos candidatos aos restantes órgãos autárquicos, Olga Silvestre diz ainda não ter nomes para anunciar adiantando que estão a trabalhar na sua escolha. Quanto à equipa de Jorge Vala, a responsável afirma manter a sua posição de sempre: «Quem deve escolher a equipa é a pessoa designada para a liderar. O partido terá que ter conhecimento dos nomes que forem escolhidos mas não vai impor pessoas».

E o que seria um bom resultado autárquico? «Um bom resultado é ganhar, um muito bom resultado é ganhar com maioria. Portanto, reforçar o número de vereadores, de deputados municipais e de juntas de freguesia. É esse o nosso propósito e é para isso que estamos a trabalhar», conclui.

Quem também já tem o processo autárquico adiantado é o PS. De acordo com David Salgueiro, o presidente da concelhia, «ainda não há um candidato à Câmara mas já existe muito trabalho de campo feito». «Temos um grupo de trabalho que está a ultimar o projeto que queremos apresentar no sentido do desenvolvimento equitativo e estruturante do nosso concelho. Para as juntas já temos as pessoas identificadas e que consideramos as melhores para encabeçarem este projeto global e de mudança de forma a darmos ao concelho um rumo diferente», adianta o responsável.

Salgueiro pelo PS? No dia 26 se saberá…

Tanto o candidato à Câmara como os restantes elementos concorrentes aos diferentes órgãos autárquicos serão levados à assembleia de militantes que está marcada para o próximo dia 26 de março. «O grupo de trabalho, e que é transversal a vários partidos, está a trabalhar connosco para que nessa data os nomes sejam colocados em cima da mesa como proposta para os militantes analisarem e se tomar uma decisão», explica David Salgueiro.

Quanto a quem encabeçará a lista à Câmara, reconhece que «existem pessoas referidas na praça pública mas neste momento ainda é prematuro falar sobre isso». O responsável escusa-se a confirmar se João Salgueiro, o nome mais falado nas últimas semanas, será quem irá encabeçar a lista à Câmara, referindo que «no concelho há várias pessoas que se encaixam no perfil delineado para estar à frente na lista do PS». Assim, no seu entender «a pessoa que irá liderar a candidatura terá que ser uma pessoa de consenso, transversal a vários partidos» e que represente todos aqueles que, na sua ótica «não se reveem na atual gestão autárquica mais de propaganda e menos de capacidade de execução». Em suma, «uma pessoa consensual, com capacidade de execução e abrangente à sociedade e que não se reveja no mandato do atual executivo».

Para David Salgueiro, mais importante que estar agora a discutir pessoas, «é apresentar o melhor projeto para o concelho e que seja concretizável» prometendo não ir por «falsas promessas e por um mundo de ilusões», rumo que considera que o atual executivo seguiu «prometendo imensas coisas que está à vista que não eram possíveis de realizar». «As pessoas têm-nos dado o seu feedback reconhecendo que foram sonhos e ilusão e que agora se sentem frustradas, daí que lhes queiramos apresentar um projeto exequível e para cumprir, isso é que é o fundamental».

Questionado também sobre o que será um bom resultado, o dirigente frisa que o PS não está a pensar nisso mas em «apresentar uma alternativa credível e que vá ao encontro daquilo que são as necessidades do concelho». Feito isso «os resultados aparecerão naturalmente», sublinha.

AJSIM ainda não decidiu se apresenta candidaturas

O Portomosense falou também com o responsável máximo pelo movimento de cidadãos independentes AJSIM, Albino Januário, que nos disse que o assunto “autárquicas” está neste momento em apreciação. Ao contrário de PSD e PS, o AJSIM ainda não decidiu se volta a apresentar-se a sufrágio mas a decisão estará por dias. «No máximo, em uma ou duas semana, deve ser decidido», adianta Albino Januário.

O líder do movimento que nas últimas autárquicas conquistou dois lugares no executivo camarário e uma junta de freguesia (além de vários lugares na Assembleia Municipal), quando questionado pelo nosso jornal, sublinha que «neste momento, não há uma inclinação mais para um lado ou mais para o outro». «Não sabemos, para já, se vamos apresentar candidaturas ou não. «Ainda não falei o suficiente com o conselho coordenador e são os seus elementos que terão de analisar a situação e em conjunto decidir», realça Albino Januário.

António Ferraria, à Câmara ou à Assembleia Municipal?

Concluindo a ronda pelas forças que concorreram à Câmara nas últimas autárquicas, contactámos também o PCP mas não foi possível chegar à fala, em tempo útil, com o responsável a nível distrital pelo concelho de Porto de Mós. Contudo, ao que O Portomosense apurou junto de fonte do partido, a coligação PCP-PEV «irá voltar a concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal como sempre o fez nos últimos atos eleitorais apesar de ser um concelho tradicionalmente difícil». Também é dado como certo que irá apresentar-se a sufrágio «nas freguesias a que já concorreu em 2017 e que são mais que aquelas que foram em 2013».

Em termos de nomes há dois em cima da mesa. Dado como certo é o de António Ferraria, o líder histórico dos agricultores do distrito, natural de São Bento, e que no anterior ato eleitoral foi o candidato à Câmara. Falta decidir é se renova a candidatura ao executivo camarário ou se volta a concorrer à Assembleia Municipal. Recorde-se que nas últimas autárquicas, a coligação PCP-PEV perdeu o único lugar que tinha naquele órgão autárquico e que foi durante vários anos ocupado, precisamente, por António Ferraria. O segundo nome não foi revelado.