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Freguesia de Pedreiras deu início às comemorações do seu centenário

5 Fevereiro 2024
Luís Vieira Cruz

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Luís Vieira Cruz

5 Fev, 2024

Dentro de 10 meses e alguns dias a freguesia de Pedreiras sopra as velas do seu centésimo aniversário. Contudo, os festejos já arrancaram em janeiro e logo com uma cerimónia que reuniu população, autarcas e associações para a apresentação e entrega do selo comemorativo alusivo a este marco histórico.

Foi no Salão Paroquial, no passado dia 19, pelas 20 horas, que esta celebração integrada no programa das Festas de S. Sebastião teve início. Ao palco subiu, em primeira instância, Teresa Vieira, em nome da Comissão Organizadora constituída por antigos presidentes da Junta de Freguesia local, elementos do movimento associativo e demais conterrâneos convidados a integrar esta “força viva” para levar a bom porto as cerca de 30 atividades planeadas ao longo de todo o ano. A sua intervenção teve por base a explanação da criação da freguesia, uma história que remonta ao dia 19 de dezembro de 1924, dia em que o então presidente da República, Manuel Teixeira Gomes, promulgou a lei que visava a passagem de Pedreiras e respectivos lugares ao estatuto de freguesia. «100 anos depois estamos aqui para iniciar as comemorações […] e muito havia a dizer sobre estas 100 partes [do centenário], contudo, ao longo de 2024 haveremos de dar conta do muito que se faz, do que foi e do que é esta freguesia com cheiro a barro, a pedra e a alecrim», adiantou.

Seguiu-se então o momento em que o presidente da Junta, Pedro Pragosa, se dirigiu ao púlpito, primeiro para expressar agrado por ver a equipa pertencente ao seu executivo ter «a oportunidade de fazer estas comemorações» e, em segundo, para dirigir uma mensagem aos presentes fortemente alicerçada nos ideais de “lealdade” e “liberdade”: «Nós queremos ser iguais a todos, [queremos] lealdade e liberdade, ter o tratamento de todos como igual, seja no presente, seja no passado, mas para nós o que importa é o presente e o futuro, reconhecendo sempre o passado, que é muito importante», declarou.

Recuperando ainda palavras proferidas por Teresa Vieira, Pedro Pragosa ressaltou que a criação desta Comissão teve como objetivo integrar «pessoas que foram – e são – muito, mas muito importantes na freguesia. Pessoas que sempre fizeram o que conseguiram» e que acredita que «irão continuar a fazê-lo». Foi precisamente por esse motivo, assumiu, que se criou uma Comissão Organizadora capaz de «partilhar ideias, ouvir opiniões, ouvir histórias, ouvir o passado e falar sobre o que vai ser o futuro, o que corre bem e o que não corre bem», de forma a encontrar «o equilíbrio do risco».

Depois desta mensagem, que foi de pronto acolhida entre aplausos por parte do auditório, o autarca explicou ainda a correlação entre o novo selo e o papel das associações: «O porquê de criarmos o selo e termos as associações?», questionou, retoricamente, e logo respondeu: «Porque as associações são a nossa “força viva”, aquelas que trabalham em troco de nada e que ficam satisfeitas quando os presidentes, vereadores ou executivos vão ao jantar de final de ano e batem palmas e dizem palavras bonitas, mas nós queremos fazer mais. Queremos que as associações estejam connosco nas decisões e queremos estar lá nos bons e nos maus momentos».

Um selo que carrega 100 anos de história

Em sequência, e escusando maiores alongamentos, chegou a hora da apresentação no selo comemorativo, onde é possível observar cinco elementos distintos: a bilha, a telha, a oliveira, as velas do moinho e a letra P. A bilha e a telha, por si só, representam a tradição do barro, da olaria e da cerâmica na freguesia; a oliveira, as gentes que se dedicaram (e as que ainda se dedicam) à agricultura; as velas do moinho, outra base de sustento da população ao longo dos anos; e, por fim, a letra “P”, inicial de “Pedreiras”, de “pedra”, de “passagem” (alusão à Estalagem da Malaposta e a quem cruza o IC2 e a EN8) e de “pessoas” (em referência às suas gentes).

«Esta é uma terra de oportunidades»

Imediatamente após a entrega dos selos às associações pertencentes à freguesia, tomou a palavra o vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, que endereçou palavras de apreço a «uma comunidade de luta, bairrista mas orgulhosa por si própria pelo trabalho que desenvolve». Também vereador da Cultura, Eduardo Amaral assinalou ainda o papel do associativismo para o crescimento das Pedreiras, assumindo o seu dinamismo como responsável pelo reforço de todo o sentimento identitário e por levar «o nome da terra muito mais longe». Aludindo a factos históricos, como a construção do Mosteiro da Batalha, quis ainda recordar «os grandes canteiros » da região e, fazendo a ponte entre o passado e o presente, mencionou ainda o papel fulcral das empresas do setor da pedra desta região.

Por fim, Pedro Pragosa voltou a dirigir-se em tom de agradecimento aos funcionários da sua Junta de Freguesia por todo o trabalho desenvolvido em prol destas comemorações, à comissão organizadora da Festa de S. Sebastião «por alterar um pouco a atividade» de forma a inserir esta celebração e despediu-se, em jeito de convite, anunciando que «de hoje [19 de janeiro] a 11 meses» terá lugar uma «grande festa» para comemorar, aí sim, «o dia de aniversário da freguesia com um bolo que há-de chegar para todos».

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