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Freguesia de Serro Ventoso aposta na compostagem comunitária

19 Dezembro 2022
Rita Santos Batista

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Rita Santos Batista

19 Dez, 2022

Sabia que os restos de comida, as folhas e a relva podem ser depositados em compostores? É verdade, estes equipamentos servem para isso mesmo, reduzindo assim a quantidade de resíduos nos aterros e nos contentores e reaproveitando a matéria orgânica. No concelho de Porto de Mós, pode fazer o depósito de sobras de frutas e verduras, pão, folhas, relva, entre outros, mesmo à entrada de Serro Ventoso, num compostor comunitário criado pela Junta de Freguesia. O presidente da Junta, Carlos Cordeiro, diz ser o «único no concelho, com a capacidade de dois mil litros» e serve para ajudar a população a “ver-se livre” de resíduos, que teriam como destino o lixo comum. Os resíduos que são depositados no compostor sofrem «um processo de decomposição» e, posteriormente, são usados como fertilizantes naturais, explica Carlos Cordeiro.

Por considerar estes equipamentos uma «mais-valia para a comunidade» e por estar atento ao que vai «vendo em grandes cidades», o autarca decidiu adquirir o compostor comunitário para a freguesia, respondendo também a «alguns pedidos que já tinham sido feitos pela população». «Aqui as pessoas utilizam os compostores mais para as folhas, ervas e relva, porque a comida vai para os animais», avançou o autarca, que diz estar à espera que o material se decomponha para «inaugurar o equipamento», que se encontra na localidade, há cerca de um ano. «Gostava de fazer alguma cerimónia quando o material estiver decomposto, mostrando assim a funcionalidade do equipamento às pessoas», adianta. Carlos Cordeiro esclarece ainda que «o processo de compostagem está a ser mais longo», porque o equipamento tem sido menos usado para «restos de comida» e mais para ervas, relva e folhas, resíduos que «demoram mais a decompor».

O investimento para aquisição do equipamento «não ultrapassou os cinco mil euros» e, tendo em conta os benefícios que apresenta, «compensa o gasto», considera o autarca. «Andamos a educar as crianças para fazer a compostagem na escola e depois não o fazemos? Não faz sentido», frisa Carlos Cordeiro, que acredita que «esta aposta facilita o processo de separação» destes resíduos, consciencializando a população.

Foto | Jéssica Silva

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