Governo cria comando integrado para acelerar limpeza florestal antes do verão

8 Abril 2026

O Portomosense

Artigo disponível na edição em papel d'O Portomosense e para assinantes digitais.

O Governo vai mobilizar sete entidades de três ministérios para acelerar a remoção de árvores derrubadas e material lenhoso acumulado após as tempestades de janeiro e fevereiro, num esforço para reduzir o risco de incêndio rural antes do verão. A intervenção deverá decorrer até ao final de junho, prazo apontado para esta operação.

De acordo com a informação avançada, nos concelhos afetados mantém-se no terreno uma «significativa acumulação de material lenhoso e outros combustíveis», visível sobretudo em áreas florestais, margens de estradas e linhas de água, cenário descrito como um «barril de pólvora» à espera de arder. Em Leiria, um dos municípios mais atingidos, o vice-presidente da Câmara, Luís Lopes, refere limitações operacionais e alerta para o risco nos «próximos meses», sublinhando que tem «apenas duas equipas de sapadores florestais e um trator» para as limpezas.

A resposta passa pela criação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), uma estrutura de coordenação com comando e epicentro em Leiria, que deverá estender a operação aos municípios abrangidos pelo estado de calamidade. Ao Expresso, fonte oficial do Ministério da Administração Interna explica que este novo comando «tem prazo de validade e junta várias valências que vão trabalhar em conjunto para reduzir o risco de incêndio florestal». A mesma fonte acrescenta que o dispositivo «vai trabalhar em conjunto para resolver o problema da acumulação de lenha e árvores caídas» e que «será reavaliado em junho», para decidir se será prolongado durante o verão.

No terreno, a principal preocupação identificada é a desobstrução de caminhos, a falta de recursos e a coordenação entre entidades. «A redução do risco de incêndio antes do verão é o principal objetivo desta estrutura», afirmou ainda Luís Lopes, ao Expresso, defendendo que o essencial é garantir «recursos e coordenação».

Entidades envolvidas e funções previstas:

 

Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil: coordenação das operações, incluindo limpeza em redor de casas, fábricas e estruturas agrícolas

Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais: apoio técnico e científico

Liga dos Bombeiros Portugueses: mobilização de corporações para remoção de árvores e vigilância durante os trabalhos

Força de Sapadores Bombeiros Florestais: limpeza, abertura de caminhos e remoção de árvores

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas: apoio na limpeza, mobilização de maquinaria e gestão de combustíveis, incluindo a madeira retirada

GNR: fiscalização, deteção de ignições e vigilância nas áreas intervencionadas

Forças Armadas: cedência de maquinaria, apoio logístico e sistemas de informação e suporte à decisão

Foto | Rafael Duque

Assinaturas

Torne-se assinante do jornal da sua terra por apenas:
Portugal 20€, Europa 35€ e Resto do Mundo 40€

Este espaço pode ser seu.
Contacte-nos.

Primeira Página

Capa da edição mais recente d'O Portomosense. Clique na imagem para ampliar ou aqui para efetuar assinatura