José Conteiro

Grande Guerra (12): Morte do soldado Manuel Vieira de Sousa

14 Fev 2019

Em fevereiro de 1917, quando os militares portugueses começaram a chegar à Frente Ocidental, os alemães reforçavam, paulatinamente, ali o seu dispositivo militar em virtude de lhes estar a ser exigido um menor esforço na Frente Oriental onde começavam crises internas na Rússia, que levariam mais tarde à queda dos Ramonov. Esse facto enfraquecia, naquela zona, a resistência aliada ao invasor alemão e este reorientava a sua estratégia para Ocidente. Aqui os franceses iniciam a 2ª batalha de Aisne, (16 de abril a 9 de maio) integrada na Ofensiva Nivelle que se tornou num desastre para os seus exércitos e os dos seus aliados com uma vitória tática dos alemães sobre as tropas da Entente. É nesse contexto que entra em ação a unidade militar a que pertencia Manuel Vieira de Sousa (Couto), natural do Livramento, Porto de Mós e com ligações familiares à Faniqueira. Era filho de Cândido Vieira de Sousa (Couto?) e de Justina de Jesus e Sousa. Seria o soldado nº 411 do Regimento de Infantaria nº 7, 1ª Divisão 2ª Brigada 4º Batalhão 2ª Companhia. Morre em combate na primeira linha em Pont du Hem, França, no dia 3 de maio de 1917, vitimado por estilhaços de granada, tendo sido sepultado localmente no coval nºB 17. Plot 3. As suas ossadas foram posteriormente transladadas para o cemitério de Richebourg L´Avoué talhão 3 Fila D Coval 3 (Nº 2788, DRM7 Arquivo Geral do Exército) e (PT/AHM/DIV/1/35ª/2/02/00867). Era do mesmo Batalhão que o seu camarada Joaquim Ferreira, natural do Carqueijal, aqui referido no texto nº11 e que teve a mesma fatalidade, embora este tenha morrido por doença como foi referido.

Quando comecei a enviar as crónicas sobre este tema tencionava ir relatando a participação dos nossos conterrâneos e focando especialmente os que tinham tido a desdita de dar a dádiva suprema no altar da Pátria. Já vou quase a meio da tarefa a que me tinha proposto. À medida que progredia nas pesquisas comecei a pensar noutra coisa. Informo agora, quem ia seguindo os meus apontamentos, de que os interrompo aqui, para os retomar mais tarde. Entretanto informo também que estou a pensar em apresentar um outro trabalho mais abrangente sobre esta matéria. Oportunamente darei notícia. Quem tiver fotos, antigas ou recentes dos combatentes da 1º Grande Guerra poderá enviá-las para o museu Municipal ou para [email protected]

J. Conteiro
(Natural do livramento)

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