O Portomosense

Hoje, como há 40 anos

5 Jan 2023

Amanhã comemoram-se 40 anos sobre a primeira vez em que O Portomosense viu a luz do dia. Quando João Matias idealizou e operou todos os esforços para criar um jornal para a sua terra, por muitos planos que tenha feito, certamente não imaginou os dias de hoje e não pôde antever tudo aquilo que o seu jornal conquistou. Hoje, o jornal, que começou por ser de João Matias, não é de ninguém, mas é de todos, é de e para Porto de Mós, é feito de pessoas e para pessoas. Por isso, hoje, em comemoração, fazemos também a nossa vénia a todos aqueles que têm uma ligação com O Portomosense, seja ela de que tipo for e dizemos a todos quantos nos leem: “Este jornal também é seu”.

Nesta edição comemorativa, não fazia sentido trazer um editorial assinado pela diretora ou por qualquer outro elemento a solo, este tem de ser um editorial da redação, porque, aqui, ninguém faz nada sozinho, ainda que cada um tenha o seu papel. Ninguém é insubstituível, mas cada um deixa uma marca indelével por onde passa e este jornal não é exceção. Aqui ficam algumas palavras escritas pelos elementos que compõem esta redação, palavras de gratidão, de festejo e, acima de tudo, de luta para que possamos continuar a ser “o jornal da nossa terra”.

«Estamos a ganhar cabelos brancos, como a lei da vida impera. Somos quarentões – de barba rija – porque só estes sobrevivem às forças que teimam mandar o barco ao chão. As crises, as guerras, as tendências de consumo que querem “queimar” o papel, não foram suficientes. Acredito que é porque desde que exista dentro de qualquer projeto alguém que acredite na verdade, essa verdade vence. Agradeço por isso a esses “alguéns” que foram mantendo o barco para que desde há quatro anos eu pudesse ser mais um par de braços a remar. O jornalismo regional precisa de todos os braços a remar, contra todas as correntes. O Portomosense tem 40 anos, mas não é só ele que está de parabéns. Estão todos quantos as suas páginas preencheram, todos quantos o leram, todos quantos acreditam que informar é um ato nobre que não pode morrer.»

«Comemorar 40 anos numa conjuntura tão difícil, em que a internet e as redes sociais põem constantemente à prova o jornalismo e o trabalho dos jornalistas, tem de ser motivo de celebração. Ainda que seja hercúleo o esforço que todos os dias temos que fazer, acredito que, no fim, o poder e o valor do jornalismo acabe por prevalecer, contra tudo e contra todas as pressões.»

«Aqui conhece-se o passado, conta-se o presente e questiona-se o futuro. Nesta casa, com quase meio século de história, comunica-se com gosto, escreve-se com brio e todos os dias se aprende, e muito. A minha passagem pelo jornal ainda é curta, mas é cheia de aprendizagens e rica de memórias com as pessoas de dentro e as “de fora” que têm sempre tanto para ensinar. Um obrigado especial a O Portomosense, pelas experiências, desafios e realizações; que a história continue a ser contada, sempre com a verdade e o rigor, que tão bem o caracterizam.»

«Aos 40 anos, O Portomosense entra agora na meia-idade. É um número redondo de orgulho. E o confirmar inabalável de uma auspiciosa juventude, de uma vida adulta reta e responsável, de um matrimónio constante com a verdade. Festejemos então as bodas de esmeralda celebradas com os nossos leitores, uma das muitas que passaram e de outras que estão por vir. Pode até recuar a idade da reforma – O Portomosense sente-se sempre como um jovem à procura de respostas, hoje, como há 40 anos.»

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