Assinala-se esta segunda-feira o Dia Mundial do Dador de Sangue, uma efeméride comemorada anualmente com o objetivo de sensibilizar para a necessidade de dar sangue e agradecer a quem o faz. Esta data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde, em 2005, e foi escolhida por ser o dia de nascimento de Karl Landsteiner, um médico e biólogo norte-americano, de origem austríaca, precursor da transfusão sanguínea e agraciado com o Nobel de Fisiologia/Medicina de 1930, pela classificação dos grupos sanguíneos.

Não são raras as vezes em que ouvimos ou lemos, nas notícias, apelos à dádiva de sangue, para que os bancos de sangue não cheguem à reserva e possam, assim, quando necessário, salvar vidas. Mas será que toda a gente pode doar sangue? A resposta é não, há alguns critérios que têm que ser cumpridos. Podem doar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 quilos e idade compreendida entre os 18 e 65 anos. A doação pode ser feita de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens e antes de qualquer colheita é feita uma triagem clínica, sendo depois o sangue analisado.

Para quem doa sangue é importante reforçar a hidratação com líquidos como água ou chá no dia anterior e no próprio dia, evitar grandes períodos de exposição solar, tomar sempre o pequeno almoço e não fazer uma refeição abundante antes da dádiva. Depois, é necessário continuar a hidratação, evitar grandes períodos de exposição solar e evitar o exercício físico no dia da dádiva.

Para mais informações sobre o tema, assim como para saber quando e onde pode fazer uma dádiva estão disponíveis os sites do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (ipst.pt), que tem postos de colheita em Coimbra, Lisboa e Porto; e do portal do dador (dador.pt).