A Igreja da Cruz da Légua e Moitalina vai ser remodelada e o projeto foi apresentado no passado dia 29. A apresentação ficou à responsabilidade do padre Jorge Guarda, vigário geral da Diocese de Leiria-Fátima, da artista plástica, Dina Figueiredo, e da engenheira técnica civil, Ana Sofia Santo. O padre da Paróquia de Pedreiras, António Cardoso, não pôde estar presente por estar a recuperar de um acidente, mas explicou a O Portomosense o porquê desta remodelação. «Tudo começou quando percebemos que era necessário mudar as imagens, por exemplo, a de Nossa Senhora de Fátima, que era em gesso e estava muito deteriorada», recorda. Depois de substituída esta imagem, percebeu-se que também a de São Cristóvão (padroeiro da Igreja) não estava nas melhores condições. «Não compensava o restauro porque era também uma imagem de gesso que não era valiosa e agora está a ser feita uma de raiz, em madeira», explica. Esta avaliação das imagens fez com que o padre, juntamente com a Comissão Económica desta Igreja, olhassem para o seu interior de uma forma geral: «Percebemos que merecia e estava mesmo a precisar de algumas mudanças e restauros».

Entre as mudanças mais significativas está o pavimento. «É de uma tijoleira antiga que está a ficar muito gasta, em alguns lugares está mesmo desfeita», frisa o pároco. O pavimento passará a ser de pedra «da região». A zona do presbitério vai ser também alterada, ficando mais à direita «do ponto de vista de quem está no corpo da Igreja». Vai ser colocado um vitral «para se aproximar mais do ato litúrgico»: «Quem está no presbitério e está voltado para o corpo da Igreja, ao olhar para a parede ao fundo, parece uma parede direita, como se fosse de um salão e por isso resolvemos colocar o vitral no fundo da Igreja». O sacrário «vai ser novo e embutido na parede do lado esquerdo» e também o ambão será diferente «em madeira e pedra».

A iluminação interior vai ser substituída de forma gradual «tendo em consideração que com o tempo a eletrificação do edifício tem-se vindo a degradar» e com o «objetivo de criar harmonia e valorização de todos os elementos». As paredes também vão receber um retoque mas vão ser mantidos «os tons bege». «Há um painel de azulejo na parede que é bonito, mas que não se enquadra numa Igreja e vai ser retirado», refere António Cardoso. Todo o projeto foi pensado e aprovado pelo padre e Comissão Económica e depois apresentado e aprovado pelo Departamento do Património Cultural da Diocese Leiria-Fátima.

O financiamento da obra fica a cargo da Comissão Económica que tem realizado semanalmente a venda de produtos: «Chamamos em tom de brincadeira de “pequeno mercadinho”, são coisas oferecidas que depois a comissão no final da missa vende para angariar fundos,. Pode ser pão caseiro, bolos, chouriços, o que aparecer», esclarece o padre. Tem havido também «ofertas monetárias da parte de particulares e oferta de materiais de construção por parte de empresas sediadas na freguesia». A comissão vai receber também apoio por parte da Junta de Freguesia e do Município.