Há mais de um mês que as 504 candidaturas ao concurso As 7 Maravilhas da Cultura Popular ficaram reduzidas a 140, depois de terem sido revelados os finalistas eleitos, com 7 patrimónios de cada região. E desde essa altura que os muros de pedra seca são o único representante de Porto de Mós.

Nesta etapa, o público tem um papel preponderante na escolha das candidaturas que passam à fase seguinte pois os patrimónios serão apurados através do voto popular. «Agora é as pessoas votarem. É o mais importante. Porque se nós fizermos uma campanha muito boa e as pessoas não votarem, naturalmente, não valerá a pena o investimento», sublinha o presidente da Câmara, Jorge Vala, em declarações a O Portomosense.

O Município tem estado, desde o passado dia 6, a promover a candidatura dentro e fora do território através da colocação de outdoors com o número de telefone e o apelo ao voto. Além disso, está a ser promovida através da comunicação social e as expetativas de passagem à fase seguinte são altas. «Estamos em crer que vai valer a pena. A adesão é muito grande, o retorno que estamos a ter por parte das pessoas é fantástico e o cidadão comum está muito identificado com este património maravilhoso. Estou certo que iremos levar esta candidatura a bom porto», afirma.

Até dia 20, todas as decisões «estão em cima da mesa» e caso os muros de pedra seca passem à fase seguinte, o autarca garante que haverá uma mobilização maior. «Se passarmos à próxima fase, naturalmente que vamos ter um reforço substancial de apoios, sobretudo institucionais. Estamos à aguardar pelo apoio do ICNF, contamos com o da ASSIMAGRA e com a madrinha da candidatura, a Guta Moura Guedes», refere. Antes da final do concurso, agendada para o dia 5 de setembro, haverá um gala televisiva onde serão recuperados oito candidatos já eliminados.

Na opinião do presidente da Câmara, a candidatura dos muros de pedra seca além de ser «uma homenagem aos antepassados e todos aqueles que os construíram», tem um papel importantíssimo na caracterização do território. «É um património cultural importante identitário da nossa região mas sobretudo uma marca que nós queremos não apenas promover mas também preservar», ressalva. Jorge Vala adianta, ainda, que esta candidatura é vista como uma «rampa de lançamento para promover os muros de pedra seca a património da humanidade da UNESCO».