O jogo digital Veggies4myHeart, desenvolvido pelo Centro de Inovação em Tecnologias e Cuidados de Saúde do Politécnico de Leiria, é um dos finalistas dos Prémios Viver Saudável 2022, iniciativa anual que pretende reconhecer o que melhor se faz na nutrição em Portugal. Os vencedores serão anunciados na sexta-feira, dia 25.

Em declarações a O Portomosense, a investigadora principal e professora da Escola Superior de Saúde, Cátia Pontes, acredita que este poderá ser um projeto vencedor «pela sua relevância e pela magnitude» que já alcançou. «Conseguiu chegar a mais de 500 crianças, no concelho de Leiria, e teve ainda a oportunidade de viajar até à Suíça», frisou a investigadora. Esta internacionalização foi conseguida pelo facto de o projeto ter ganhado um prémio, o que permitiu fazer a tradução do jogo para francês, explicou, acrescentando que tal como em Leiria, também na Suíça foi dinamizado o projeto nas escolas com resultados igualmente positivos. «Nós conseguimos aumentar o consumo de alguns hortícolas, em 400%», realçou Cátia Pontes, esclarecendo que este número é relativo à diferença no consumo alimentar habitual das crianças que participaram».

O jogo, disponível na app store e play store gratuitamente, foi criado em 2018 por estudantes e docentes da licenciatura em Jogos Digitais e Multimédia e da licenciatura de Dietética e Nutrição, com o objetivo de «promover a literacia sobre hortícolas» aos mais novos, avançou a professora. Os hortícolas «mais frequentes nas cantinas escolares», nomeadamente o tomate, a cenoura, a alface, o pepino e a couve roxa, são os cinco super heróis do jogo, que depois se divide em cinco mini jogos, esclareceu a investigadora. A iniciativa digital é levada até às escolas, onde são feitas sessões de 20 minutos com as crianças, que têm a oportunidade de contactar com o jogo através de um tablet e, posteriormente, é feita uma avaliação do consumo destes cinco hortícolas e dos conhecimentos que adquiriram sobre os mesmos, refere.

Para além do jogo foi ainda criada uma história infantil e uma caderneta de autocolantes». Estes materiais educativos, «que servem de suporte à educação alimentar», podem ser utilizados, por exemplo, pelos educadores de infância, nos jardins de infância e o jogo pode ainda ser levado para casa, «uma vez que é gratuito e pode promover o consumo de hortícolas não só nas crianças, mas também na família», conclui.