Aproveitando a presença, em Porto de Mós, do secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento rural, Nuno Russo, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Vala, lançou o repto para a criação «de uma Denominação de Origem das Serras de Aire e Candeeiros». O autarca salientou que o concelho tem «uma grande dispersão geográfica, com parte do território integrado no PNSAC e que inclui ainda uma freguesia de baixa densidade» e que, além da «dinâmica empresarial de parte do concelho», «permanece uma outra parte que vive do setor primário, seja da extração de minerais, pedra e barro, seja da agricultura, com destaque para o azeite e o mel, da pastorícia, de gado bovino, ovino e caprino, ao ar livre, nos serrados divididos pelos famosos muros de pedra seca, até à produção artesanal de queijo». Jorge Vala considera que a existência da Denominação de Origem para estes «produtos genuínos e de enorme qualidade», ia contribuir para «a sobrevivência desta gente» e garantir «a fixação dos mais jovens».

Assim, e de acordo com a sua perspetiva, os produtos da região seriam «geradores de confiança para os consumidores, assente na sua qualidade e valor». O presidente reforçou que é, então, «fundamental o apoio do Ministério da Agricultura» no desenvolvimento deste projeto, «determinante para a sustentabilidade deste território e, sobretudo, para a sobrevivência de quem ali vive e trabalha».