O Juncalense tem uma nova equipa de futsal, o Juncalense B, que está a competir na 1.ª Divisão, Série B, um escalão abaixo da Divisão de Honra (onde compete a equipa principal), da Associação de Futebol de Leiria. Fomos conhecer junto do novo presidente do clube, Marco Aurélio, os motivos que levaram à aposta neste novo escalão.

«Nós temos um histórico de formação com 10 ou 11 anos e estão a começar a sair juniores para o escalão sénior, que não têm enquadramento imediato na equipa A», começa por explicar o responsável. A estrutura acredita que «os atletas que saem dos juniores e que têm potencial para um dia virem a integrar a equipa A, devem ter uma transição entre os juniores e o escalão principal, que estando na Divisão de Honra, está num patamar um bocadinho mais competitivo do que aquele onde está a participar a equipa B». Por isso, resume Marco Aurélio, o «principal motivo é o enquadramento destes jovens, para não os deixar sem competição». «Muitos deles iam acabar por desistir e como muitos são do Juncal, queremos que os atletas da freguesia, mantenham ligação com o clube», salienta. É também um facto que «este ano a equipa de juniores sofreu um corte de jogadores sobretudo por causa da universidade, outros desistiram mesmo de jogar futsal, foram para outras modalidades ou por outro qualquer motivo», explica Marco Aurélio, sendo este mais um motivo para a criação deste escalão.

O presidente acredita que existem «jovens com qualidade», no entanto defende que o clube «não faz distinção na hora de angariar jogadores»: «No Juncalense jogam todos os que queiram, damos a todos as mesmas hipóteses de evoluir». «Sabemos que alguns podem não chegar nunca a um patamar competitivo, mas queremos criar condições para que eles gostem do Juncal, sintam o prazer de estar no Juncal e que se um dia não conseguirem ajudar o Juncalense dentro de campo, o passam fazer noutras funções», garante.

Marco Aurélio diz que a experiência da equipa B está a correr «muito bem desde o início por duas razões», explica. «O treinador é um jogador do Juncal, bastante conhecido por todos e acarinhado, o João Grazina. Conseguimos voltar a chamá-lo para o Juncalense, no ano passado jogou no Amarense e isto entra numa leitura de ter no Juncal o maior número de pessoas do Juncal, que conheça o clube e que viva a terra», frisa o presidente. Por outro lado, o responsável refere também que o clube chegou a ter «30 pessoas» interessadas em jogar nesta equipa B: «Tivemos que fazer uma seleção e demos prioridade aos nossos jogadores, aos que estavam no escalão A [e passaram para o B] e aos juniores que vinham da formação e depois escolhemos mais dois ou três jogadores para completar o plantel».

“Sou do Juncal e por isso, direta ou indiretamente, sempre estive ligado ao clube”

Marco Aurélio entrou para a presidência com um objetivo «simples»: «Manter o clube na linha que vinha a ser feita. A União Recreativa e Desportiva Juncalense atualmente não tem qualquer tipo de dívida, tem contas equilibradas, tem dinheiro para poder pagar as suas contas e o objetivo é deixar o clube daqui a dois anos, se for caso disso, da mesma maneira que me entregaram a mim. Organizado e a crescer no futsal e não só». O presidente eleito em agosto, juntamente com os outros 29 membros dos órgãos sociais, diz que não é apenas «presidente do futsal», mas também das outras modalidades do clube, como o BTT, a natação e o atletismo «que continuam a evoluir».

Está ligado ao clube desde que nasceu: «Eu sou do Juncal, nascido e criado, por isso, direta ou indiretamente, estou ligado ao clube desde sempre». Começou a jogar no clube ainda no futebol 11, quando tinha 20 anos, mais tarde, fez parte da equipa de formação de futsal, tornou-se depois treinador-adjunto da equipa sénior, até que «surgiu esta oportunidade» de ser presidente, sem que estivesse «nem de longe nem de perto nos seus horizontes», acreditando, no entanto, que os clubes «precisam de renovar os cargos» e encontrar «pessoas novas que possam ajudar».