Na sequência do surto de Covid-19 e das recomendações da Direção Geral de Saúde para sair de casa apenas para o estritamente necessário, a Junta de Freguesia de Porto de Mós está a implementar o projeto “Vamos por si”. O objetivo é dar apoio às pessoas mais vulneráveis, com «mais de 60 anos, que tenham doenças crónicas, ou sem apoio familiar ou social», indo por elas às compras de bens de que necessitem, como alimentos ou medicação. A ação é operada com a colaboração das coletividades da freguesia. «Há uma linha de atendimento» para que as pessoas poderão ligar e depois as coletividades terão «um piquete ou alguém que possa ir fazer essa compra e entregá-la à pessoa».

Assim, caso se encontre numa das situações descritas, basta contactar através do número 926 285 881, disponível entre as 9 e as 19 horas de segunda a sexta-feira, e explicar do que precisa. A partir daí, o processo será agilizado entre a Junta e a respetiva coletividade.

O Grupo Recreativo da Corredoura, o Grupo Desportivo do Tojal, o Centro Cultural e Recreativo Dom Fuas (Fonte do Oleiro), a Associação Amigos de São Miguel (Bairro de São Miguel) e o Clube Desportivo Ribeirense (Ribeira de Cima) são as associações envolvidas e estão à procura de voluntários para o piquete de apoio diário. Caso esteja interessado em ajudar, basta contactar uma das coletividades.

Autarquia disponível por telefone e “e-mail”

Entretanto, à conversa com O Portomosense, Manuel Barroso, o presidente da Junta de Porto de Mós, informou que a autarquia suspendeu o atendimento presencial ao público, estando disponíveis o e-mail e os contactos telefónicos da Junta de Freguesia. O presidente adianta que qualquer documento urgente pode ser requisitado por um desses meios e será posteriormente assinado e entregue em casa da pessoa, se assim for necessário.

Desde sábado passado que a Junta encerrou todas as casas de banho públicas e parques infantis sob a sua jurisdição. Manuel Barroso reforça as recomendações já conhecidas por todos e alerta sobre o caso específico dos funerais que, por norma, aglomeram um grande número de pessoas. «Vamos ter muito cuidado. Não vamos entrar em pânico, mas vamos levar isto a sério. Vamos ter muito respeito por este contágio que pode acontecer facilmente e em qualquer sítio», frisou.

Catarina Correia Martins | texto
Iolanda Nunes