Depois de, em 2019, terem sido detetados os primeiros ninhos de vespa velutina no concelho de Porto de Mós, todos os anos, o número de ninhos identificados tem vindo a aumentar. Em 2021, foram 105. Os dados foram revelados pelo coordenador municipal da Proteção Civil, Nuno Oliveira, numa ação de sensibilização de combate à vespa velutina, que teve lugar, no Chão das Pias, na freguesia de Serro Ventoso, no passado dia 21. A iniciativa aconteceu em simultâneo com o assinalar do Dia Mundial da Árvore e serviu ainda para a entrega de armadilhas a apicultores e Juntas de Freguesia, que deverão depois distribui-las pelos apicultores das suas freguesias.

Nuno Oliveira explicou que, depois de identificados os ninhos, «o tratamento é feito [pela empresa Ratatui] da seguinte forma: é injetada uma feromona que atrai as vespas e, em simultâneo, um inseticida. Portanto, elas são atraídas e depois acabam por morrer porque está lá o inseticida», reitera. Além das armadilhas entregues aos apicultores, medida que já havia sido implementada em anos anteriores, foram já montadas «150 armadilhas, colocadas pela empresa responsável», que também as vai monitorizar. «Georreferenciaram os sítios onde estão as armadilhas, vão lá colocar os líquidos que atraem as vespas e fazem toda a gestão», explica o coordenador. Nuno Oliveira frisa ainda que, apesar de considerarem que este método pode «ser mais eficaz», já que foi também a mesma empresa que tratou os ninhos, «sabe onde eles estão e colocou as armadilhas nas zonas de influência», optaram por manter a doação de armadilhas às Juntas de Freguesia para as distribuírem pelos seus apicultores, já que estes «têm as suas colmeias e sabem mais facilmente onde estão e qual o movimento das vespas».

Na entrega, o coordenador da Proteção Civil concelhia disse esperar que, este ano, se verifique «uma redução significativa do número de ninhos», salientando, no entanto que «a própria vespa se vai adaptando» aos locais onde passa a viver: «O normal era que os ninhos aparecessem nas árvores, e nós já tivemos de tudo, na terra, nas tocas das árvores, em muros…», referiu.

Foto | Catarina Correia Martins