Abril é o mês da prevenção dos maus tratos da infância, e para marcar esta data, o Castelo de Porto de Mós «veste-se de azul» com um laço de luz. Margarida Sanches, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Porto de Mós (CPCJ), numa conversa com O Portomosense explicou que este projeto é uma parceria com a Câmara Municipal, e tem como objetivo «chamar à atenção» para um assunto que, devido à pandemia, pode ter ficado mais «escondido» com o fecho das escolas.

A iniciativa do laço azul teve início nos Estados Unidos da América, quando «uma avó», devido aos «maus tratos infligidos pela sua filha e pelo seu genro aos netos» decidiu pôr um «laço azul» na antena do carro. Este laço, apesar do azul «ser uma cor bonita», significava «as nódoas negras que os seus netos tinham» devido aos maus tratos que sofriam. O laço tinha como objetivo cativar a curiosidade das pessoas, para assim aumentar a atenção sobre este tema. Esta iniciativa teve início em 1989, e já se estendeu «a nível internacional» unindo todo o mundo nesta causa.

Margarida Sanches adiantou ainda que a CPCJ está a acompanhar «situações de violência doméstica», bem como «situações de maus tratos», tentando ajudar. As denúncias «podem ser anónimas», vir de uma escola ou da GNR, o trabalho da comissão é «averiguar, investigar» para ver se «está tudo bem» com a criança. A presidente da CPCJ concelhia deixa ainda um apelo a que no dia 30 de abril, seja colocado «um laço azul» nas janelas, e que quem saia à rua, leve «uma peça de roupa azul» para alertar, pois «há sempre uma criança que pode estar a sofrer maus tratos», sublinhou.

Isidro Bento | revisão