A Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros (ADSAICA) viu aprovado um financiamento de 199 590,79 euros para um projeto de dinamização do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém e Torres Novas. O apoio cobre a totalidade do investimento aprovado.
Entre as intervenções previstas está a remoção de espécies exóticas nas lagoas do Arrimal e de Alvados, destinada, segundo a associação, à «proteção destes habitats e à preservação da biodiversidade».
O projeto inclui ainda formação para professores, sessões com a comunidade e sensibilização para o uso responsável de agroquímicos e a proteção dos solos e dos recursos hídricos. Estão também previstas a reedição de obras sobre a flora e as aves do Parque Natural e a produção de materiais informativos, ilustrações científicas e vídeos sobre o património natural.
Na valorização das atividades tradicionais, destacam-se o ciclo Ouro Líquido, dedicado ao olival tradicional, ao olivoturismo e ao azeite, e a conferência Tertúlias no Carso, integrada nas comemorações do 48.º aniversário do Parque Natural.
A candidatura contempla também um plano de comunicação conjunto para as duas áreas protegidas e a instalação de sinalética. Segundo a ADSAICA, as ações pretendem reforçar «a conservação da natureza, a valorização do património natural e cultural e a participação das comunidades locais».
O financiamento foi aprovado no âmbito do programa de Cogestão de Áreas Protegidas 2025-2028. As intervenções integram o Plano de Cogestão aprovado em abril de 2024, que abrange sete municípios, entre os quais Porto de Mós.



