A região de Leiria está a reforçar o dispositivo de combate aos incêndios rurais para enfrentar os meses de maior risco. A garantia foi dada a O Portomosense por Carlos Guerra, Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, que destaca o trabalho de preparação realizado ao longo dos meses.
«Estamos preparados. É evidente que nunca estamos preparados para tudo. O nosso treino tem sido muito exigente e o nosso planeamento foi feito para as situações mais complicadas», afirmou.
O dispositivo entrou numa fase mais sólida a partir de junho e conta diariamente com «477 operacionais e 107 viaturas disponíveis diariamente para o combate aos incêndios. Nisto englobam os bombeiros, a GNR, os sapadores florestais e a PSP», disse.
Ao nível dos meios aéreos, Carlos Guerra afirma que a região dispõe de “três aeronaves de ataque inicial, um sediado no concelho de Porto de Mós, no CMA de Alcaria, outro em Pombal e Figueiró dos Vinhos. Temos também estacionado em Pombal, um helicóptero pesado K-9, para reforço das operações, quer do ataque inicial, quer também das operações de ataque ampliado”.
Carlos Guerra revelou ainda que foi proposta a colocação de dois helicópteros da Força Aérea na Base de Monte Real, reforçando o «poderio aéreo para apoiar as zonas mais devastadas pela tempestade Kristin, onde a progressão das forças terrestres será mais difícil»
Entre as medidas previstas está também «o reforço do nosso ataque inicial, que passou, em vez de três corpos de bombeiros, passámos a fazer o ataque inicial com quatro corpos de bombeiros. Vamos reforçar também, nos dias de maior risco, a vigilância aérea armada com aviões», declarou.
Relativamente às áreas que exigem maior atenção, o comandante destacou os concelhos de Leiria, Porto de Mós, Pombal e Marinha Grande, embora sublinhe que todo o distrito deve permanecer em alerta durante o verão.
O responsável recorda que a esmagadora maioria dos incêndios continua a resultar da ação humana. «Mais de 90% dos nossos incêndios têm origem humana, sejam elas por descuido, sejam elas negligentes, sejam elas por uso de máquinas, sejam elas intencionais. Nós não podemos continuar a ter incêndios florestais onde infelizmente morrem pessoas», alertou.
Carlos Guerra apelou ainda à colaboração dos cidadãos e da comunicação social na divulgação de mensagens de prevenção. «Precisamos da cooperação da população para que não façam incêndios e quando eles acontecerem, também não vão para lá. Não perturbem a ação das forças de combate porque essa é a maior ajuda que podem dar», concluiu.
Foto | Luís Vieira Cruz



