Quando me perguntam se prefiro um livro ou um filme, eu nem pestanejo. De forma assertiva, respondo: livro, claro. As razões são bastante vastas: vão desde aquelas mais corriqueiras, que se sustentam no facto de o livro oferecer um maior número de pormenores e descrições que não existem no filme, até outras, como por exemplo, o facto de o livro ser algo que podemos tocar, sentir e que nos proporciona as mais diversas emoções. Para mim, o prazer da leitura começa muito antes do ato de ler. Tem início sim, desde que abro um livro e é a partir daí que se começa a desenvolver toda uma paixão. O formato, o aspeto visual e o cheiro são características que gosto de apreciar.

Muitas vezes, quando decido ler determinado livro, nem sempre sou uma conhecedora nata do seu autor. Mas eu gosto de arriscar e, verdade seja dita, raramente me tenho dado mal. Quase sempre acerto na história que me vai acompanhar durante alguns dias, semanas ou até meses. É verdade, meses. Gosto muito de ler, e tenho pena de não ler com a frequência que desejo mas o que é certo é que nem sempre o ritmo frenético do quotidiano da vida nos deixa um bocadinho de tempo livre para podermos dedicar-nos a essa atividade.

Quando uma leitura se torna mais morosa, quase nunca se deve ao facto de não ter gostado do enredo. Sou da opinião que quando estamos embrenhados numa história há demasiado tempo, ao ponto de se tornar saturada, devemos parar. Insistir na leitura é a pior coisa que se pode fazer e essa é a uma das principais razões para que muitas pessoas desistam de ler. Tenho pena e sinto-me triste quando assim o é. Se ao menos essas pessoas, soubessem o prazer que é, ler um bom livro, nunca mais deixariam escapar esse passatempo por entre os dedos.

Ler é tão importante e enriquecedor. Para muitos e para mim, ler é um prazer fundamental e que não abdico por nada. Ler pode até ser visto como um refúgio, um pretexto perfeito para uma escapadela que nos retire, nem que seja só por breves minutos, deste mundo que, por vezes, pode ser bastante cruel.