Licínio Ferraria é candidato pelo Chega à presidência da Câmara

20 Agosto 2025

Texto

Marta Botas

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Licínio Ferraria é candidato à presidência da Câmara Municipal de Porto de Mós pelo Chega nas eleições autárquicas de 12 de outubro.

Em declarações a’O Portomosense, Licínio Ferraria adiantou que a candidatura resultou de um convite, e foi decidida «de forma democrática».

Questionado sobre as motivações da candidatura, indicou que os objetivos principais passam por «acrescentar um valor democrático ao concelho» de Porto de Mós, «que vem de 50 anos com uma democracia bipolar, de dois partidos», referindo-se ao PS e ao PSD; «lutar por algumas situações que fazem falta (…) e estão identificadas»; «melhorar as condições de vida das pessoas»; e a «certificação de voto» no Chega.

«Não é nada contra o passado, mas (…) creio que tanto o Chega como a Iniciativa Liberal podem vir aqui acrescentar algum valor democrático, sendo esta também a primeira vez que o Chega (…) vem às autárquicas no país todo», observou.

«Este é um concelho que funciona a duas velocidades. Há uma zona (…) que tem acesso a tudo, e há outras zonas que não têm acesso praticamente a nada», sublinhou.

«O próprio concelho tem duas zonas distintas» com «necessidades distintas. Por exemplo, a Calvaria tem umas necessidades que São Bento não tem», justificou.

No entender do candidato, o Chega dá «voz (…) a outro tipo de pessoas», de «outro tipo de classe social, de classe média, de trabalhadores, de empresários», e a ideia passa por «criar uma concelhia sustentável e que seja também uma defesa das diretrizes do partido a nível nacional, mas também, como é evidente e acima de tudo, das necessidades do concelho de Porto de Mós».

Com a expectativa de ver criada «uma dinâmica muito maior entre (…) os votantes do Chega», Licínio Ferraria adiantou que o Partido «necessita de certificação de voto para deixar de ser também um voto de protesto em relação a necessidades nacionais , e passar também a ser necessidades locais».

Acrescentando que «praticamente só há um partido concorrente a todas as juntas», o que considera revelador de «um claro deficit democrático» sublinhou que «isto também é um (…) movimento cívico, e de cidadania, a gente apresentar-se a eleições».

Este e outros assuntos serão mais aprofundados na edição n.º 1056 do jornal O Portomosense.

Foto | DR

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