São quase 4 500 os utentes do concelho de Porto de Mós que ainda não estão vacinados contra a COVID-19. Preenchem todos os requisitos mas, na maioria dos casos, optam por não o ser. Grande parte já foi convocada e até agendada para vacinação e/ou contactada telefonicamente mas muitos, ou recusam ou não residem no concelho. O número (4 416 até ao passado dia 12) é avançado ao nosso jornal pela Coordenação da Vacinação do ACES Pinhal Litoral, em resposta a algumas questões que colocámos a propósito do encerramento do Centro de Vacinação COVID-19 (CVC) de Porto de Mós e da forma como o processo vai agora evoluir.

O CVC, que entrou em funções a 19 de fevereiro de 2021, encerrou as suas portas um ano depois. Desde o início deste mês os utentes do concelho estão a ser atendidos no CVC de Leiria.

Segundo o gabinete de coordenação, desde 28 de fevereiro entrou-se numa nova fase da vacinação de reforço tendo em conta o número de utentes elegíveis previstos para março e abril. Isso passou pelo encerramento dos centros de vacinação de Porto de Mós e Batalha e por mudanças em termos de dias e de horário de funcionamento das restantes unidades. Assim, o CVC de Leiria está a funcionar às segundas, terças, quartas, sextas e sábados das 9 às 13 horas e das 14 às 16 horas. O da Marinha Grande abre apenas ao sábado, entre as 9 e as 13 horas, e em Pombal trabalha também só nesse dia, mas das 9 às 12h30 e das 14 às 16h30.

«Este modelo de funcionamento terá avaliação constante e poderá sofrer alterações em função da procura. Para maio e, principalmente, junho, temos um aumento significativo no número de elegíveis, porém esse número está condicionado ao número de novas infeções e à adesão da população face à perceção da necessidade de dose de reforço», esclarece a coordenação da vacinação.

«Neste momento estamos a vacinar com dose de reforço os maiores de 18 anos, assim como todos os outros que ainda não iniciaram ou não completaram a primovacinação. [A 12 de março, dia em que O Portomosense obteve as declarações] temos no ACES Pinhal Litoral uma taxa de cobertura de vacinação em utentes elegíveis com dose de reforço de 76% entre os 18 e os 120 anos», referiu.

Foto | Isidro Bento