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Mais uma edição do “Festival do Galo” em Serro Ventoso concluída “com sucesso”

29 Novembro 2022
Rita Santos Batista

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Rita Santos Batista

29 Nov, 2022

O Festival do Galo atraiu este ano mais de mil pessoas no fim de semana de 12 e 13 de novembro. Uns vieram com amigos, outros com a família, mas todos puderam saborear as iguarias de galo preparadas pelas associações da freguesia de Serro Ventoso. «Esta, que foi a oitava edição do certame, fez lembrar o ano de 2019», disse o presidente de junta, Carlos Cordeiro, em declarações a O Portomosense, mostrando-se satisfeito pela forte adesão das pessoas ao festival. «Enchemos o Salão de São Silvestre no sábado e no domingo. As pessoas estão a voltar novamente e em força», sublinhou.

O evento gastronómico trouxe gente de todo o lado, de Portugal e fora dele: «Veio um grupo de Leiria, onde estava um casal do Brasil que marcou as férias para os dias do festival; de Torres Vedras veio um grupo de 40 pessoas, estiveram também presentes o presidente da Câmara de Cálvia (Espanha) e o presidente da Associação de Criadores de Galos de Mós, também de Espanha, e marcaram ainda presença no certame mais de 12 presidentes de freguesia», avançou Carlos Cordeiro, que considera este festival, um «evento único» no concelho, a nível gastronómico. Foram servidos os habituais pratos de galo, no entanto, a juntar àqueles que já são tradição no festival, como o Galo Bêbado, o Galo no Forno e o Arroz de Galo, foi servida Feijoada de Galo, com o interior do animal – coração, fígado e moelas. A estreia foi muito bem recebida e as «pessoas adoraram», disse. «Esgotou no sábado e no domingo. Tive que ir comprar mais 30 quilos de feijão branco para fazer a feijoada no domingo», contou o autarca, acrescentando que este prato foi adicionado à lista para que não houvesse desperdício dos «miúdos do galo».

E como “nem só de pão vive o homem”, todos os que se deslocaram até ao Salão de São Silvestre, durante os dois dias de festa, puderam ainda assistir à animação musical das concertinas e dos cavaquinhos, que passavam pelas mesas enquanto as pessoas degustavam os pratos tradicionais. Este ano, pela primeira vez esteve ainda presente no certame uma exposição de raças pouco conhecidas de galos, alguns deles campeões nacionais, novidade que o presidente diz ter sido um sucesso: «Houve pessoas que ficaram interessadas e quiseram logo o contacto do criador dos galos», ou seja este tipo de iniciativas acaba também por ajudar a «promover os negócios», ligando os vendedores a novos compradores, considerou Carlos Cordeiro.

Bancas promovem produtos da região

À semelhança das edições anteriores, também esta contou com as bancas de artesanato, umas compostas por produtos regionais outras por lembranças feitas à mão.

Adosinda Mariano, da Ribeira de Cima, esteve no festival a dar a conhecer os seus trabalhos (panos, toalhas e naperons rendados e personalizados), no entanto considera que, mais do que vender, este tipo de eventos é muito importante para «conviver». «Vejo pessoas que há um ano ou dois já não via. É espetacular, isso vale tudo», frisou. À conversa com O Portomosense esteve também Deolinda Vieira, que embora pertença à associação de Mato Velho, marcou presença no piso 1 do Salão de São Silvestre, com uma banca própria de produtos regionais provenientes do seu cultivo (mel, licores, ginja, leguminosas e legumes) e ainda com pequenas lembranças com o galo de Barcelos. Deolinda Vieira considera que já «está tudo a voltar ao normal» e isso «vê-se pela adesão» das pessoas ao festival. Por outro lado, acredita que o facto do artesanato estar mais afastado, por ser no piso de cima, faz com que muitos não cheguem a visitar» esta parte do festival. Da comissão de festas de São Sebastião e de São Silvestre estiveram Sílvia Venda e Maria da Luz, respetivamente, a promover também os produtos da região ao mesmo tempo que angariavam verbas para a sua comissão.

Carlos Cordeiro agradeceu o trabalho de todos

«Aos que trabalharam e aos que visitaram o festival, tenho a agradecer a todos», sublinhou Carlos Cordeiro, em conversa com O Portomosense, após os dois dias do festival mostrando a sua felicidade por mais uma edição ter sido concluída com sucesso e «sem nada de especial a apontar». O autarca realçou ainda a importância destes convívios para a população. No final do festival, como é habitual, foi dada uma lembrança a todos os que visitaram o evento e muitos ficaram com o desejo de voltar.

No dia que seguiu o evento, grande parte do galo que sobrou foi doada ao Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros (CASSAC), dando a possibilidade aos idosos, que não podem ou «já não gostam de se dirigir para grandes eventos», de provar as receitas que ali se confecionaram, frisou. Em relação aos lucros do festival, esses «serão agora distribuídos por todas as associações da freguesia» que participaram na realização do certame, avançou o autarca.

 

VISITANTES EM DISCURSO DIRETO

«É o primeiro ano que estou cá no festival e estou a gostar, a comida é cinco estrelas. Para o ano venho outra vez».

Marina Varino, Vidigal (Leiria)

«Conhecemos o festival através de um amigo que nos disse para virmos cá almoçar hoje. Estamos a aguardar a nossa vez, mas tem ar de estar muito bom».

Simão Moura e Andreia Gameiro, Minde (Alcanena)

«Venho desde a primeira edição do festival. Em termos de logística está melhor e agora também tem mais pessoas. Este tipo de eventos é importante porque acaba por elevar o nome da terra a outros locais».

Inês Pedro, Casais do Chão (Serro Ventoso)

«Venho todos os anos aqui e a qualidade, este ano, mantém-se. Gosto de todos os pratos».

Raúl Cardoso, Batalha

Fotos | Rita Santos Batista

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