O Rotary Club de Porto de Mós tem, desde o passado dia 20, um marco identificativo na rotunda da Corredoura, freguesia de Porto de Mós. Na inauguração, a presidente, Cátia Silva, referiu que este é um «sonho do clube já há alguns anos» e que, apesar de não ter sido ideia sua, se sente «muito orgulhosa» por a inauguração decorrer durante a sua presidência. Cátia Silva explicou que «o marco rotário é a identificação de um clube num determinado local» e que, na fase em que vivemos, «faz mais sentido do que nunca» ter esta identificação para «mostrar que, em Porto de Mós, há um clube rotário vivo, que está disposto a ajudar, que quer “servir para transformar vidas” [o lema anual] e fazer a diferença na vida dos outros». «Porquê este símbolo? É uma roda com 24 dentes que representam as 24 horas do dia, em que somos trabalhadores mas temos que também ter tempo para dedicar aos outros, para servir, para fazer a diferença», começa por esclarecer, acrescentando que os seis eixos no centro da roda dentada significam «instituição, família, ação, profissão, amizade e religião, sela ela qual for», valores pelos quais os “companheiros” – nome dado aos sócios do Rotary Club – se devem reger.

O governador do Distrito 1960, Paulo Martins, a que o Rotary Club de Porto de Mós pertence, depois de parabenizar a ideia agora concretizada, disse ser este «seguramente um dos mais bonitos marcos rotários» que conhece, salientando que todo o espaço da rotunda foi «muito bem conseguido». «O Rotary é uma roda em movimento, nós somos ação, concretizamos sempre o sonho de servir e transformar vidas. Quem passar por aqui, sabe que está aqui um clube rotário e que vai continuar a dar futuro às pessoas carenciadas, fazer com que elas sorriam e possam ter uma vida mais digna», frisou.

Importância para o concelho

O presidente da Câmara, Jorge Vala, presente no evento, revelou que o projeto, ora concretizado pela LSI Stone com pedra proveniente do concelho, “entrou” na Câmara há cerca de dois anos e que «é com agrado» que agora o vê no terreno. O autarca destacou o papel dos rotários de Porto de Mós que, «sem andarem com grandes bandeiras, conseguem fazer bem efetivamente a quem precisa», dando como exemplo «o apoio a alguns universitários que, muito por força da generosidade do Rotary Club de Porto de Mós, hoje já estão licenciados e tiveram aqui a base de apoio». «Não me canso de falar, também, da importância que tem a universidade sénior. Devo-vos dizer que as pessoas que integram a universidade sénior, em bom rigor, são hoje pessoas felizes. Eram pessoas que estavam sozinhas e ganharam na família da universidade sénior a esperança de poderem ter uma vida além daquela que viveram, muitas vezes com dificuldade. Só por isso já valia a pena, mas é muito mais o que o clube tem dado ao concelho e por isso [a pertinência] deste marco rotário», concluiu Jorge Vala.

Foto | Rita Santos Batista