Início » Médico portomosense defende que toma de ivermectina pode salvar muitas vidas

Médico portomosense defende que toma de ivermectina pode salvar muitas vidas

22 Abril 2021
Isidro Bento

Texto

Partilhar

Isidro Bento

22 Abr, 2021

Entre 80 a 85% das pessoas que morreram por COVID-19 teriam sobrevivido se tivessem tomado ivermectina. Esta é a convicção de um grupo de médicos, farmacêuticos, professores universitários e investigadores na área da Saúde, entre os quais se encontra Henrique Carreira, assistente graduado de Medicina Geral e Familiar. O médico de Porto de Mós é um dos rostos do grupo informal que reclama do Infarmed e da Direção-Geral da Saúde (DGS) uma posição oficial sobre este medicamento antiparasitário que, a bem da saúde pública, da sociedade e da economia, querem ver utilizado oficialmente «na quimioprofilaxia e tratamento domiciliário precoce» da COVID-19.

Os envolvidos nesta batalha defendem que a experiência «bastante bem sucedida» que já muitos têm da prescrição daquela substância e «as dezenas de estudos internacionais realizados» são elementos suficientes para provar a eficácia e a segurança do medicamento para este fim específico. Assim, o reconhecimento da ivermectina como medicamento eficaz no combate à COVID-19 e a definição de um protocolo clínico para a sua administração contribuiriam, no entender de Henrique Carreira e seus pares, para uma «uma redução significativa da mortalidade deixando, ainda, de haver milhares de pessoas a ocupar camas hospitalares, que são necessárias para as outras doenças que ficam sem tratamentos, porque está tudo entupido com COVID-19».

As duas entidades, apesar de terem manifestado disponibilidade para analisar o assunto, continuam, para já, alinhadas com a Organização Mundial de Saúde e com as agências europeia e norte-americana do medicamento. Não recomendam a utilização da ivermectina por considerarem que «não existem provas científicas da sua eficácia e segurança».

À conversa com o nosso jornal, o clínico portomosense diz que a discussão em torno da ivermectina começa logo eivada pelo preconceito: «É um produto para os piolhos e como tal é visto como um produto menor. Ninguém olha para ele como deve olhar, quando, afinal, é um medicamento nobre, que serve para o tratamento dos piolhos, sim, mas que tem também um efeito anti-inflamatório brutal que evita toda aquela complicação que a COVID-19 acarreta», realça.

De acordo com Henrique Carreira, o primeiro estudo que veio provar que esta substância é eficaz conta já com um ano. Experiências levadas a cabo na Austrália terão mostrado que «a ivermectina, aplicada em células renais infetadas, destruiu, em apenas 24 horas, 90 e tal por cento do vírus». Depois disso, ter-se-ão seguido outros estudos com resultados idênticos. Países como a Eslováquia, a Roménia e a Bulgária já estão a usar a ivermectina nos seus serviços nacionais de saúde, refere.

Mas como é que algo criado para combater a sarna, os piolhos e as lombrigas pode, afinal, ser usado para vencer um tipo de vírus associado a uma infeção respiratória grave? É simples, responde. «A utilização de um medicamento para um fim diferente daquilo para que originalmente foi criado é algo bastante comum. O viagra, por exemplo, foi concebido para tratar cãibras arteriais dos membros inferiores, mas, como tem uma ação vasodilatadora, percebeu-se que causava ereções. Então, continua a ser usado em contexto hospitalar para a chamada isquemia dos membros inferiores, mas também, e cada vez mais, na área da disfunção sexual», diz.

Mas então, se as autoridades não recomendam a ivermectina, os médicos que a prescrevem estão “fora da lei”? «Não, de forma alguma. A utilização de um medicamento registado para uma determinada patologia, para outro fim, é perfeitamente legal», desde que realizada por um médico. Para o clínico, ponto de honra é o consentimento informado: não receita a substância «sem que a pessoa tenha acesso a toda a informação e decida se quer submeter-se ao tratamento».

Confrontado com as principais críticas feitas aos defensores do uso da ivermectina, Henrique Carreira tem resposta para todas. Assim, no seu entender, os estudos já realizados têm a necessária valia científica, «não sendo preciso nenhum outro, “xpto” e altamente robusto», até porque «as cerca de 14 mil pessoas já tratadas em todo o mundo» serão a prova viva da eficácia do medicamento. Quanto à eventual toxicidade do produto, considera que «é muito baixa, quase zero, e menor que a do paracetamol», desvalorizando ainda a meia dúzia de casos de hepatite tóxica reportada por médicos brasileiros. Daquilo que conhece, não passam de «atoardas mandadas para o ar sem que sejam concretizadas». Além disso, alerta, «há gente que toma estupidamente mal o medicamento e tudo o que é em excesso é prejudicial».

Para o médico portomosense, a ivermectina é, para já, o único fármaco que dá a resposta imediata de que as pessoas, o país e o mundo precisam no atual contexto de pandemia. Nem o facto da Merck, que deteve a patente do produto, já ter vindo, em comunicado, afirmar que, «até ao momento, da análise aos estudos pré-clinicos realizados» não ter encontrado «qualquer base científica para um efeito terapêutico potencial contra a COVID-19», nem mesmo «prova científica significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em doente com COVID-19», o demove dessa sua firme convicção.

Pelo contrário, Henrique Carreira contesta estas afirmações citando inúmeros estudos que diz provarem a mais-valia da ivermectina e explica que a tomada de posição da Merck não é inocente: «Diz isto porque vai lançar em breve um produto que já tinha para tratar a gripe vulgar e que não teve resultado nenhum e que agora vai reposicionar para a COVID-19. Se [o medicamento] funcionar, ótimo. Tudo o que venha é bom. A empresa não devia era vir a público pôr em causa um outro produto perfeitamente seguro e que tem uma eficiência fantástica altamente comprovada quando administrado no momento e na dose certa», conclui.

“Acreditar na ivermectina não é uma questão de fé”

«Eu acredito na ivermectina e na sua eficácia no tratamento precoce não por qualquer crença mística ou religiosa, mas porque vivenciei e vivencio experiências que o comprovam», diz Henrique Carreira, o médico de Porto de Mós que se tem destacado na defesa deste produto antiparasitário como uma solução segura, eficaz e barata na prevenção e no combate à COVID-19.

Desde outubro de 2020, já tratou mais de 200 pessoas, teve quatro doentes hospitalizados (já recuperados) e não regista qualquer falecimento, e é muito com base nessa experiência pessoal que recomenda a ivermectina.

Depois de em outubro ter tratado com sucesso «meia dúzia de pessoas», a verdadeira “prova de fogo” aconteceu já este ano no lar de idosos de que é responsável clínico, no Alqueidão da Serra. De uma assentada, dos 29 utentes da instituição, 21 ficaram infetados com COVID-19, e a estes juntaram-se quatro funcionárias. Assim que o surto se tornou do conhecimento público, houve quem temesse o pior, afinal esse era o cenário que todos os dias lhe entrava em casa trazido pelas televisões. Felizmente, aqui o desfecho foi outro, muito melhor, e Henrique Carreira não tem quaisquer dúvidas que a administração da ivermectina foi o elemento que fez a diferença.

Alguns dos idosos, com idades compreendidas entre os 80 e os 90 anos, estiveram sempre assintomáticos, outros evidenciaram os sintomas mais comuns da doença. «Ao fim de oito dias, metade testou negativo e os restantes já não apresentavam sintomas. Uma funcionária, por sua vez, passados dois dias estava como nova, enquanto que as outras, que optaram por não tomar, passaram um pouco pior», conta o médico, visivelmente satisfeito com este «êxito completo».

O clínico portomosense que já vinha a acompanhar com grande interesse, desde abril de 2020, o relato de casos de sucesso no tratamento da COVID-19 com ivermectina, teve aqui, literalmente, a confirmação de experiência feita, considera. A notícia correu célere e, em pouco tempo, passou a acompanhar doentes não só do concelho como de vários pontos do país. Os pedidos de esclarecimento e de aconselhamento por parte de outros colegas médicos têm surgido também com frequência. Henrique Carreira sublinha que, tanto a uns como a outros, nunca voltou as costas. É com satisfação que vê que, tanto em Porto de Mós como no país, há cada vez mais médicos a olharem para a ivermectina como uma forma eficaz e segura de tratar a COVID-19. Na sua opinião, se outros ainda não lhes seguiram o exemplo «é porque estão demasiado agarrados ao sistema, limitando-se a seguir regras e orientações, sem nada questionarem, muito menos experimentarem». «Acreditar na ivermectina não é uma questão de fé, mas uma evidência», reforça.

Publicidade

Este espaço pode ser seu.
Publicidade 300px*600px
Half-Page

Primeira Página

Em Destaque